“O papel dos movimentos é especialmente importante e providencial perante o desafio da descristianização” – sublinhou D. António Marto, Bispo de Viseu, no encontro que teve com os movimentos, obras e associações presentes naquela diocese. Neste diálogo, realizado dia 19 de Fevereiro, o pastor disse também que “esta presença «capilar» de vida cristã é a principal contribuição dos movimentos à diocese e à paróquia. Os movimentos deveriam gerar segundo as palavras do Papa: “cristãos conscientes da sua própria identidade baptismal, da sua própria vocação e missão na igreja e no mundo, capazes de oferecer a todos um testemunho de vida significativo”. Os movimentos são, em geral, realidades “ainda muito recentes. São como uma criança que nasce numa família e faz mudar o ambiente, por vezes desarruma a casa…, mas não se exclui do lar, pelo contrário, é acarinhada e educada”. Assim um bispo e um pároco quando acolhem algum movimento no seu território eclesial “devem ser «tecedores pacientes» da comunhão” – referiu o prelado. Os movimentos devem ter em conta a “estima pelos outros movimentos e realidades eclesiais”. A consciência da “variedade e complementaridade” dos diversos carismas e vocações na igreja levará os membros de cada movimento “a compreender que o seu movimento, ainda que belo e admirável, constitui só um dos elementos que integram o conjunto «sinfónico» que chamamos «catolicidade»”. Neste encontro foram eleitos também os representantes dos movimentos ao Conselho Pastoral Diocesano: Messias Lopes de Sousa pelos responsáveis e o Pe. António Gomes de Matos pelos assistentes.
