Mosteiro de Tibães na rota da Semana Santa de Braga

Cristos de Bual estarão expostos naquele mosteiro beneditino Algumas iniciativas de carácter cultural da Semana Santa de Braga irão passar, este ano, pelo Mosteiro de Tibães. Entre outros eventos, o roteiro irá prever a realização da exposição “Cristo(s) – Bual e a Transcendência”, de Artur Bual, que começa, no entanto, no dia 1 de Março e termina a 30 de Abril. Desde o início da Quaresma até ao II domingo de Páscoa também se realizam no mosteiro beneditino um ciclo de conferências, alusivo à mostra, e um concerto de música clássica. «Para já, ainda não é possível adiantar outros pormenores, dado que tudo está a ser organizado no âmbito de uma parceria que envolve a paróquia de Mire de Tibães, Mosteiro, Museu Pio XII e Junta de freguesia local», explicou ao Diário do Minho o Pe. Mário Rui Fernandes. Em relação à exposição, o pároco tibanense contou que, «depois e uma conversa simples e directa, a família do autor ficou entusiasmada e interessada na ideia» de levar para Braga os “Cristo(s). «Neste momento, está-se a tentar reunir cerca de 30 quadros dispersos por diversos particulares» – referiu o sacerdote, que acabou por destacar a relação do conteúdo da mostra – «telas que expressam Cristos crucificados» – com a Semana Santa bracarense. Os “Cristo(s)”, classificados por Artur Bual como «símbolos de humanidade de despojamento, de torturas e amor na aventura da existência», estiveram patentes, pela última vez, de 29 de Outubro a 18 de Dezembro do ano passado, na igreja paroquial da Amadora, no âmbito do Congresso da Nova Evangelização – Lisboa 2005. Na altura, estiveram expostos apenas 26 quadros. A maior obra tem 250×182 cm. Artur Bual nasceu em Lisboa, em 1926, e faleceu na Amadora, em 1999. O pintor, escultor e ceramista realizou diversas exposições em Portugal e no estrangeiro, e encontra-se representado em diversas colecções, como por exemplo, no Palácio da Justiça de Lisboa, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, museus nacionais, câmaras municipais. Bual executou diversos frescos em 12 capelas, no Alentejo e Ribatejo.

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