Curso de Missiologia 2026 decorre até 29 de agosto com o tema «Um em Cristo, unidos na Missão»
Fátima, 26 ago 2026 (Ecclesia) – O padre Hugo Ventura, presidente dos Institutos Missionários Ad Gentes (IMAG), afirmou, em declarações à Agência ECCLESIA, que a paixão e o diálogo são condições para se ser missionário, na atualidade.
“A paixão leva à missão sim, porque só sentimos o ardor de ser missionários quando o nosso coração realmente arde e Deus está dentro de nós. Só quando transborda dentro de nós esta presença de Deus é que isso se torna natural. Não apenas uma obrigação, mas torna-se natural, porque brota de dentro”, afirmou o sacerdote espiritano, em Fátima, onde decorre o Curso de Missiologia.
Promovido pelo Instituto Ad Gentes com o apoio das Obras Missionárias Pontifícias, o Curso de Missiologia 2026 decorre entre 24 e 29 de agosto, nos Missionários da Consolata, em Fátima, com o tema “Um em Cristo, unidos na Missão”, inspirado na mensagem do Papa para o 100º Dia Mundial das Missões.
O padre Hugo Ventura destaca que esta iniciativa pretende “ajudar a despertar uma vivência maior da fé, um encontro com Deus cada vez maior, pessoal e comunitário”.
“Ao mesmo tempo que isto acontece, a missão torna-se natural, porque obrigatoriamente torna-se vivida, torna-se fé, torna-se cânticos, torna-se ‘partir’, torna-se caridade, torna-se anúncio da palavra, torna-se vida de fé pública”, referiu.
Para o superior provincial dos Missionários Espiritanos em Portugal, hoje ser missionário é “cada mais” uma experiência “de relação” e de “intimidade com Deus”.
“Vivemos um mundo e uma realidade que é cada vez muito mais de diálogo com o diferente, com o outro que está à nossa porta, às vezes está dentro da nossa casa, está na nossa freguesia, na nossa cidade”.
O missionário destaca a necessidade de ajudar quem chega ao país a fazer a experiência de Deus e, quem sabe, este poderá ser o início de uma história de aprofundamento e de conversão.
Com início em 1992, o Curso de Missiologia, que este ano chega à 36ºedição, é, segundo o padre Hugo Ventura, uma forma de o Instituto Ad Gentes ajudar a “Igreja em Portugal a ser mais missionária”.
“Não apenas enviando padres, irmãos, irmãs, leigos pelo mundo fora, mas tudo aquilo que é a experiência de quem partiu, de quem voltou para o país, ou quem vem para o nosso país trabalhar”, salientou.
O presidente dos IMAG realça que a iniciativa não funciona como uma especialização e não pretende ensinar a ser missionário, mas ser um despertar de uma realidade que às vezes está um “bocadinho adormecida” dentro de cada um.
“Só unidos em Cristo, e em nome dele, é que nós somos verdadeiramente missionários”, disse.
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