Missionários pedem ajuda para as aldeias esquecidas de Aceh

Á ajuda humanitária na Indonésia está a ser concentrada em Banda Aceh, esquecendo várias aldeias dissemindas pela litoral da província, gravemente atingida pelo maremoto do passado dia 26 de Dezembro. O alerta vem dos missionários católicos no local, que falam em localidades “colocadas fora do olhar da comunicação social e da intervenção humanitária”. A tragédia provocou até agora 106.523 mortos no país e mais de 10 mil desaparecidos, sobretudo na província de Aceh, no norte da ilha de Samatra. Na terça-feira, o exército indonésio impôs restrições de circulação aos voluntários estrangeiros das organizações humanitárias internacionais que trabalham naquela província, onde desde 1976 se desenvolve uma rebelião independentista. Em declarações à agência Misna, o religioso Franciscano Ferdinando Severi, há 35 anos no país, considera que esta decisão do exército olha apenas para motivos securitários e esquece que “é nas zonas fora da cidade que há maior necessidade de ajuda”. “A guerrilha é um perigo na nossa zona, mas a decisão do exército é contraproducente”, aponta. O missionário fala na necessidade de remover detritos e lama, debaixo dos quais ainda há cadáveres, “o mais rapidamente possível”.

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