Milhares no adeus ao Bispo assassinado no Quénia

Milhares de quenianos estiveram presentes no último adeus ao Bispo de Isolo, D. Luigi Locati, assassinado no passado dia 14 na sua Diocese, a 200 quilómetros da capital Nairobi. O funeral, que decorreu esta manhã na Catedral de Isiolo, foi presidido pelo Núncio Apostólico, D. Lebeaupin, num clima de comoção pela morte do prelado que serviu as populações mais pobres, ao longo de 40 anos. Estiveram presentes 17 Bispos, centenas de padres e religiosas, para além de cristãos e muçulmanos. No início da celebração, o Núncio leu uma carta do Cardeal Angelo Sodano, que em nome do Papa, manifestava as suas condolências e assegurava a oração e a sua proximidade a todas a diocese. A homilia da cerimónia foi pronunciada por D. John Njue, novo administrador apostólico de Isiolo. Após o funeral, o Presidente Mwai Kibaki lamentou a morte do prelado, que considerou “um amigo e um homem corajoso”. Na sua edição de Domingo, “L’Osservatore Romano” referia que “o brutal assassinato do bispo Luigi Locati, vigário apostólico de Isiolo, suscitou vivíssima emoção entre todos os que tiveram o privilégio de o conhecer”. No artigo assegura-se que a morte do prelado foi “uma verdadeira execução, perpetrada por alguns assassinos que armaram uma emboscada” matando-o com um tiro na cabeça e outro na garganta. Tobias Oliveira, missionário português em Nairobi, relatou a situação num artigo publicado na “Fátima Missionária” on-line, referindo que “o fundamentalismo muçulmano tem-se manifestado em Isiolo desde há muito, mas especialmente nos últimos meses”. Segundo o missionário, duas escolas católicas foram invadidas e forçadas a fechar e a insistência do Bispo para as reabrir “é talvez a razão da sua morte”.

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