Milhares de católicos nas ruas de Madrid para defender a família

Milhares de famílias de toda a Espanha juntaram-se em Madrid, no dia 18 de Junho, para uma manifestação em defesa da família, do matrimónio e das crianças organizada pelo Fórum Espanhol da Família (FEF). A manifestação teve como lema “A Família é importante: pelo direito a uma mãe e a um pai. Pela liberdade”, pedindo uma política de protecção integral da família, uma lei que garanta e reforce o respeito pela vida humana na sua integridade e uma valorização positiva das convicções religiosas na sociedade são outros dos pontos abordados. Em causa estão as medidas do executivo de Zapatero no que diz respeito ao divórcio “expresso” e à legalização dos casamentos homossexuais, que inclui o direito à adopção de crianças. No final da manifestação, foi lido um manifesto no qual se pedia a retirada da lei dos matrimónios homossexuais, classificados como um atentado conta a “instituição familiar”. Neste texto, o FEF manifesta a sua preocupação por questões como “a banalização legal do compromisso matrimonial, mediante o divórcio unilateral e sem causa a partir dos três meses de casamento”. A esta manifestação de leigos acorreram 18 Bispos, para mostrarem o seu apoio. O aparecimento na marcha do Arcebispo de Madrid, Cardeal António María Rouco Varela, motivou uma ovação dos madrilenos que percorreram as principais ruas da capital espanhola. Os participantes chegaram à cidade vindos de todo o país através de 600 autocarros, três aviões e uma dezena de comboios, alugados expressamente pelos organizadores. Em Abril deste ano, o Parlamento espanhol deu luz verde à legislação que permite os casamentos homossexuais. A sua aprovação definitiva deverá ocorrer no Senado, final deste mês. Numa nota da Comissão executiva da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), publicada por ocasião desta manifestação, pode ler-se que a legislação sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adopção conjunta de menores por esses casais “é uma questão da máxima importância moral e social, que exige dos cidadãos e, em particular, dos católicos, uma resposta clara e incisiva através de todos os meios legítimos”. O porta-voz da CEE, Pe. Martínez Camino, negou que a Igreja Católica esteja a fazer política “quando defende os direitos do matrimónio”. “Não se trata de tomar partido político, mas de estar com o ser humano, lá onde os seus direitos fundamentais – como o matrimónio e família ou a educação dos filhos – estiverem a ser negados”, assegurou.

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