Arcebispo de Braga na reinauguração da residência paroquial de Fão «O cristão é alguém que se dá e que dá, através de gestos e atitudes. Por isso, a Igreja deve possuir os meios necessários para comunicar o dom de Deus, que é Jesus Cristo. Aliás, esta é a razão de ser da comunidade paroquial», referiu D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, na homilia que proferiu, ontem, em Fão, Esposende, durante a Eucaristia que marcou a reinauguração da residência paroquial daquela comunidade cristã. «Ninguém ignora que os portugueses se encontram numa situação económica difícil, geradora de dúvidas e perplexidade. Porém, o cristão tem algo de diferente. Porque acredita em Cristo, na vida da Igreja acontecem estes autênticos milagres», disse o prelado, que acrescentou que os cristãos não devem viver «para ter coisas, mas servimo-nos delas para proporcionar a todos os seres humanos o grande dom de Deus». Realçando que espaços daquele tipo permitem «a vivência comunitária de vários sacerdotes» e que é «um local de reunião e trabalho privilegiado», o Arcebispo de Braga recordou que «uma residência paroquial tem um impacto enorme na vida comunitária. Neste caso, existe um grande espaço dedicado ao Cartório. Porém, a Igreja não se deve limitar ao trabalho burocrático, mas que acolha as pessoas com simplicidade e fraternidade». Peditório rendeu 109 mil euros O padre Manuel da Rocha, pároco de Fão, que vai passar a residir na residência paroquial a partir de Março (tem vivido num apartamento alugado pela paróquia), referiu ao Diário do Minho que, quando assumiu a paróquia, há cerca de dois anos e meio, «a residência não apresentava condições mínimas de habitabilidade. Estava muito degradada». O sacerdote vai usufruir, então, de um espaço amplo, com 289 metros quadrados, constituído, no piso inferior, pelo cartório, sala de arquivo e lavandaria, e, no primeiro andar, de 3 quartos, sala e uma cozinha. À margem da cerimónia de bênção e reinauguração, os membros da comissão fabriqueira local contaram que as obras de remodelação e restauro foram possíveis à custa do esforço de toda a população de Fão, que doou cerca de 109 mil euros. A edilidade local e o Estado português também contribuíram com uma quantia significativa. O presidente da Junta de Freguesia de Fão, José Artur, destacou que o seu papel verificou-se mais no incentivo junto da população para que esta participasse activamente nos peditórios. Na cerimónia de reinauguração das obras, que começaram no dia 13 de Outubro de 2003, também estiveram presentes o padre Armindo Patrão, arcipreste de Esposende, João Cepa, presidente da Câmara Municipal de Esposende, entre outras personalidades.
