Media/Igreja: «Folha de Domingo» assinalou 100 anos

Bispo da Diocese do Algarve afirma que o jornal é um «instrumento muito válido»

Faro, 21 jul 2014 (Ecclesia) – D. Manuel Quintas, bispo do Algarve, afirmou na celebração dos 100 anos de “A Folha de Domingo” que o jornal diocesano “continua a constituir um instrumento muito válido”, mesmo não sendo “rentável”.

“Temos de investir nele tal como investimos em tantas outras coisas sabendo que não tiramos daí proveito económico. É um investimento a fundo perdido, mas é a própria diocese, são os próprios cristãos da diocese que patrocinam o jornal. Sem eles não conseguiríamos porque não é rentável”, afirmou D. Manuel Quintas à Agência ECCLESIA.

O bispo do Algarve valorizou a “evolução” do jornal, nomeadamente a edição online “constantemente a ser atualizada” e o envio da newsletter a par da edição quinzenal da versão impressa.

“Penso que conseguimos com muito esforço de quem está à frente tanto de ‘A Folha de Domingo’ como da edição online, corresponder às necessidades de informação e usufruir das novas tecnologias das informação”, referiu D. Manuel Quintas acrescentando que desta forma se consegue “satisfazer” quem prefere a edição escrita e quem privilegia a internet.

Para o diretor de “A Folha de Domingo”, Samuel Mendonça, o centenário é uma data de “grande responsabilidade e sugere que se encare o futuro com “alguma prudência”.

“Um centenário é uma data muito significativa, simbólica e de grande responsabilidade sobretudo pelas gerações de trabalhadores e colaboradores que passaram por este jornal”, sustenta Samuel Mendonça que encara o futuro com “alguma prudência” porque “os tempos têm sido difíceis”.

“Os meios de comunicação social estão a viver um período de grande turbulência, de grande incerteza e devemos ter alguma prudência mas devemos ter sobretudo empenho, dedicação e grande esperança em relação ao futuro”, sublinha em declarações à Agência ECCLESIA.

O diretor destaca que durante estes 100 anos, a Folha de Domingo tem “procurado trazer a agenda religiosa para a informação” para além de “tratar também a realidade da vida, da sociedade não prescindindo da dimensão religiosa” porque perder-se-ia “a integralidade da análise da vida”.

A Folha de Domingo, durante 100 anos de atividade passou por diversas realidades mundiais, como a carência de papel durante a II Guerra Mundial (1939-1945) em que era raro e muito caro, nacionais e internas como: “A década de 50 houve uma reconversão tecnológica, foram adquiridas novas máquinas que imprimiam não só o jornal da diocese mas outros jornais do Algarve. Depois, a década de 90, com nova reconversão tecnológica, novas máquinas com adaptação offset e depois dessa década a adaptação à informatização e à era digital”, exemplifica o diretor.

A última adaptação ao contexto digital tem sido a aposta nas novas redes sociais, “a atualização a novos dispositivos” através dos quais as pessoas consultam cada vez mais os órgãos de comunicação social”, destaca Samuel Mendonça sobre o acompanhamento tecnológico do jornal Folha de Domingo.

Centenário de “A Folha de Domingo” foi assinalado nos dias 18 e 19 de julho com uma conferência de enquadramento histórico da publicação pelo cónego e historiador Joaquim José Duarte Nunes, antigo diretor do jornal, entre setembro de 1996 e fevereiro de 2000

HM/CB/PR

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