O patronato de Campanhã, diocese do Porto, abriu as suas portas na noite de Natal para “todos aqueles que correriam o risco de ficar sós nessa noite” – disse à Agência ECCLESIA o Pe. Fernando Milheiro, pároco da Campanhã. Uma iniciativa onde “preparámos o serviço mínimo (uma refeição e acolhimento das pessoas) que contou “com cerca de meia centena de pessoas: alguns sem abrigo e muitos de várias nacionalidades”. Uma actividade “isolada” porque “as pessoas sós, normalmente, não desejam muito que conheçam a sua história” – salientou o Pe. Fernando Milheiro. Se alguns são pobres outros “têm a sua profissão mas sentiam-se sós”. Para além desta ceia de Natal, a paróquia de Campanhã tem, ao longo do ano, “acção social organizada: distribuição de cabazes aos pobres e visitas domiciliárias”. Pessoas que sofrem de solidão mas não querem “ser identificadas no problema da sua vida”. Algumas delas “foram abandonadas pelos filhos” mas “muitas delas até sobrevivem” porque “nos deram coisas”. O problema essencial “está ao nível da solidão e não da sobrevivência” – sublinhou o pároco da Campanhã.
