Mártires são exemplo para a Igreja

Papa lembra beatificação de religiosos assassinados na Guerra Civil espanhola Bento XVI lembrou ontem a beatificação de oito religiosos assassinados na Guerra Civil espanhola, apresentando-os como um exemplo para toda a Igreja porque “enfrentaram o martírio por causa da fé em Cristo”. “Eles são para todos verdadeiro exemplo de reconciliação e de amor até ao extremo, assim como estímulo a um testemunho coerente da própria fé na sociedade actual, numa atitude de paz e de convivência fraterna”, disse o Papa, após a recitação do Angelus. Os oito novos beatos, sete sacerdotes e uma religiosa, foram considerados mártires da Guerra Civil espanhola (1936-1939). A cerimónia de beatificação teve lugar no sábado, na Basílica de São Pedro, e foi presidida pelo Cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Os sacerdotes são José Tapies Sirvant (nascido em Pons em 1896), Pascual Araguas Guardia (Pont de Claverol, 1899), Silvestre Arnau Pascuet (Gósol, 1911), José Boher Foix (San Salvador de Toló, 1887) Francisco Castell Brenuy (Pobla, 1886), Pedro Martret Moles (Seo de Urgel, 1901) e José Juan Perot Juanmartí (Boulogne, França, 1877), todos da diocese de Urgell, assassinados por “ódio à fé” durante as perseguições religiosas de 1936. A religiosa é Maria de los Angeles Ginard Martí, da Congregação das Irmãs Zeladoras do Culto Eucarístico, nascida em 1894 em Lluchmayor (Maiorca) e assassinada em Dehesa de la Villa, na periferia de Madrid, em 1936. Na homilia, o Cardeal Saraiva Martins sublinhou que “o martírio cristão é um sinal especialmente eloquente, da presença e da acção de Deus na história humana”. “Os mártires são os imitadores mais límpidos imitadores de Jesus na sua paixão e na sua morte. A Igreja sempre viu neles os mais autênticos discípulos de Jesus, honrando a sua memória e propondo-os sempre aos cristãos como modelos a imitar”, disse. “Não se trata só de manter viva na Igreja a memória dos mártires. Trata-se, sobretudo, de compreender e de colocar na sua justa perspectiva o sentido do martírio cristão, que é, acima de tudo, o mais autêntico sinal de que a Igreja é a Igreja de Jesus Cristo”, acrescentou.

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