
Funchal, Madeira, 15 jan 2026 (Ecclesia) – O arquipélago da Madeira assinala hoje a festa litúrgica de Santo Amaro, data que marca o encerramento das festividades natalícias com a tradição secular de “varrer os armários”, num ritual de convívio e partilha comunitária.
O dia é caracterizado pelo desmanchar dos presépios (lapinhas) e pela reunião de famílias e vizinhos que, munidos de vassouras e instrumentos musicais, visitam as casas uns dos outros para consumir os últimos doces e licores da quadra.
O ‘Jornal da Madeira’, da Diocese do Funchal, refere que esta é “é uma das mais antigas invocações cristãs presentes no arquipélago da Madeira”.
O portal de informação observa que a obra ‘Música Tradicional Madeirense’, da Associação Xarabanda, documenta esta vivência no seu volume dedicado às cantigas religiosas, revelando Santo Amaro como uma figura de proximidade que ajuda na transição para o novo ciclo anual.
A devoção ao santo beneditino no arquipélago remonta ao século XV, com forte expressão em Santa Cruz, onde a confraria local foi restaurada no século XVII, e no Paul do Mar.
Nesta última localidade, a tradição atribui a Santo Amaro o aviso que salvou a população de uma derrocada, consolidando-o como padroeiro da nova povoação.
OC
