O país africano com maior êxito na luta contra a pandemia aposta, em primeiro lugar, na mudança de comportamentos Nos últimos 12 anos, o Uaganda conseguiu reduzir para metade a taxa de infecção com o vírus HIV graças a programas que privilegiam a mudança de comportamentos e apelam à fidelidade e castidade. O exemplo é apresentado por várias organizações católicas para demonstrar que é possível um política de saúde que, longe de apostar como arma exclusiva e primordial no preservativo, se baseie na promoção da abstinência sexual, da fidelidade dentro do matrimónio e da castidade, especialmente entre os mais jovens. A epidemia da Sida começou nos anos 80, nas margens do lago Vitoria, no sul da Uganda e dali estendeu-se por todo o continente africano onde agora há mais de 24 milhões de pessoas infectadas. No resto do mundo há menos de 10 milhões de portadores do vírus. Actualmente morrem 80 mil pessoas de Sida, por ano, no Uganda, mas desde 1992 a política preventiva oficial conseguiu reduzir o contágio em 50%, o melhor resultado na África. As organizações católicas lamentam contudo, que “os excelentes resultados obtidos por estas políticas sanitárias não sejam suficientes para os organismos internacionais como a ONU e a Organização Mundial de Saúde (que, no seu relatório de 2003, afirma que nenhum outro país conseguiu este resultado, pelo menos a nível nacional), assumam que os factores determinantes deste êxito sejam, precisamente, a abstinência, a castidade e a fidelidade no matrimónio como opções fundamentais, e não, o fomento e distribuição gratuita do preservativo”. Os resultados Uganda têm um efeito semelhante ao que seria conseguido através de uma vacina que fosse 80% eficaz contra a Sida.
