Jesus Cristo surge representado no seu «corpo glorificado no ato de ascender ao Pai»

Cidade do Vaticano, 08 jan 2026 (Ecclesia) – Leão XIV utilizou, pela primeira vez, a sua nova férula papal durante a solenidade da Epifania, esta terça-feira, assinalando o encerramento da Porta Santa e a conclusão do Jubileu de 2025.
Segundo uma nota do Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, a peça segue a linha estética iniciada por São Paulo VI em 1965, que introduziu o uso da cruz pastoral prateada com o crucifixo.
A férula de Leão XIV apresenta uma inovação teológica na sua representação iconográfica: Cristo não surge preso pelos pregos, mas é representado com o seu “corpo glorificado no ato de ascender ao Pai”.
“Como nas aparições do Ressuscitado, Ele apresenta aos seus as chagas da Cruz, como sinais luminosos de vitória que, embora não apaguem a dor humana, a transfiguram numa aurora de vida divina”, explica o organismo do Vaticano.

A insígnia integra o lema escolhido pelo Papa para o seu pontificado, gravado no metal: ‘In Illo uno unum’ (No único Cristo somos um).
O uso da férula papal, embora não fizesse parte da liturgia antiga do Romano Pontífice (que a utilizava apenas em ritos específicos como a abertura da Porta Santa), tornou-se habitual após o Concílio Vaticano II.
Para a Santa Sé, a estreia desta insígnia no encerramento do “Jubileu da Esperança” recorda simbolicamente que “não há outro fundamento senão Cristo crucificado e ressuscitado”.
OC
