Líderes Católicos exigem paz e segurança para Israel e Palestina

Situação dos cristãos na Terra Santa preocupa a Santa Sé O Patriarca latino de Jerusalém, D. Michel Sabbah, pede na sua mensagem de Páscoa que os responsáveis políticos israelitas e palestinianos “assumam o verdadeiro caminho para a segurança”, vincando que a ocupação e a opressão continuam a marcar a vida das pessoas na Terra Santa. “Vivemos dias em que nos encontramos abandonado à ‘loucura dos homens’, que não vislumbram outra solução senão a efusão de sangue e a negação da pessoa humana”, escreve. Como caminhos de solução, o responsável católico apela ao “regresso à razão”, para que os líderes de ambos os povos reconheçam que “cada pessoa é igual”. “É preciso que os responsáveis aprendam as lições daquilo que fizeram até agora, após três anos de morte e destruição, sem atingir a segurança desejada: mataram milhares de pessoas e a população continua a reclamar a sua liberdade”, acusa o prelado. “A solução consiste em ouvir as vozes dos oprimidos e devolver-lhes a liberdade. Assim cairá o muro que hoje se constrói, cairão os muros do ódio e florescerá a segurança”, acrescenta. CRSITÃOS EM FUGA O responsável da Santa Sé pelas Igrejas Orientais, cardeal Ignace Moussa Daoud, pediu aos católicos de todo o mundo que intensifiquem as peregrinações à Terra Santa, como forma de ajudar a comunidade cristã nesta região. O cardeal admitiu, em entrevista à Radio Vaticano, que os cristãos da Terra Santa “estão mais tentados a abandonar as suas terras, por causa da infinita violência em que vivem”. “Não nos devemos resignar à perspectiva de uma Terra Santa sem cristãos”, sublinhou. O prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais comentava a tradicional carta enviada às dioceses de todo o mundo, em vista da colecta de Sexta-feira Santa que se destina à comunidade católica que vive na terra de Jesus. Nessa ocasião, lamentou os entraves colocados por Israel, “por razões ditas de segurança nacional” à entrada de turistas estrangeiros nos territórios geridos pela autoridade palestiniana, em especial a simbólica cidade de Belém. No dia 3 de Novembro de 2003, o observador permanente da Santa Sé na ONU pedia que fossem garantidas na Terra Santa “a liberdade de religião e de consciência, bem como o acesso aos lugares santos para os peregrinos de qualquer religião ou nacionalidade”. A população cristã da Terra Santa, afectada por esta quebra no número de peregrinos, não cessa de diminuir desde 1947, altura em que representavam 28% da população. Hoje em dia são cerca de 150.000 (metade dos quais católicos) , o correspondente a 2% do total da população.

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