Fundação Ajuda à Igreja que Sofre apresenta Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo em 2003 A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre vai apresentar o “Relatório 2004 – Liberdade Religiosa no Mundo”, um documento que denuncia as violações a um direito fundamental da pessoa humana, editado pela primeira vez em língua portuguesa. A sessão de lançamento tem lugar hoje, no Grémio Literário (Rua Ivens, nº 37, ao Chiado) e será presidida por D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas e de Segurança. O Relatório sobre a Liberdade Religiosa foi elaborado com base em estudos e análises de vários especialistas em assuntos religiosos, bem como em informação recolhida junto de agências internacionais de informação e de organizações de defesa dos direitos humanos. Foram analisados cerca de 60 países, no que diz respeito aos direitos constitucionais e da legislação nacional em matéria religiosa. No documento são ainda relatados casos concretos de violações à liberdade de culto, ocorridos durante o ano de 2003 e nos primeiros meses deste ano. China, Índia, Arábia Saudita, Coreia do Norte e Cuba são os países onde se verificam as mais evidentes e graves violações da liberdade religiosa. Embora estes sejam os países onde as situações de perseguição religiosa são mais evidentes e mais graves, também é dado destaque a países desenvolvidos e com sistemas democráticos tais como os Estados Unidos, a Suécia, a França e a Itália. Segundo o documento, intitulado “Relatório 2004 – A Liberdade Religiosa no Mundo”, em muitos países vigora ainda legislação repressiva contra minorias religiosas, proibições de culto e discriminações sociais. Segundo o documento, 2003 foi “um ano assinalado pela violência e por gravíssimas violações dos direitos humanos e da liberdade religiosa”. Neste relatório é analisada a situação detalhada de cada país no que se refere às restrições à liberdade religiosa, ilustrada com gráficos e dados estatísticos para cada nação. O ano de 2003 é considerado pelos responsáveis da “Ajuda à Igreja que Sofre” como “particularmente difícil para a comunidade internacional, profundamente abalada pela guerra no Iraque”. A situação no continente asiático é ainda marcada pela propagação do fundamentalismo islâmico, que criou tensões em países onde havia uma convivência mais ou menos pacífica, como o Bangladesh, ou agravou tensões e discriminações, como nas Filipinas e na Indonésia. A instabilidade política reflectiu-se, também, na vida das comunidades religiosas da América Latina, com especial destaque para a Colômbia, onde há 3 milhões de deslocados (10% do total mundial). Na África, onde os conflitos não param, a AIS aponta para a guerra civil no Burundi, o conflito no Sudão e a violência na Nigéria, onde foi introduzida em 12 Estados a lei islâmica. Sobre a situação da liberdade religiosa na Europa, o relatório coloca em evidência o crescimento do espaço para as comunidades religiosas, a Leste, e o aprofundamento do confronto entre as religiões tradicionais e os cultos difusos, a Ocidente. Na UE reacendeu-se o debate a respeito do equilíbrio entre a laicidade do Estado e o respeito dos princípios religiosos. Criada em 1947 pelo Padre Werenfried van Straaten, inspirado na mensagem de Fátima, a Fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” é uma organização pública universal, dependente da Santa Sé, que apoia projectos pastorais em cerca de 130 países onde a Igreja se encontra em dificuldades. A defesa dos direitos humanos e da liberdade religiosa, bem como a denúncia dos totalitarismos, do fanatismo religioso, a multiplicação das seitas e a falta de sacerdotes são, entre outras questões, as áreas actuais de acção da organização. A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre divulga informação cristã, em colaboração com os meios de comunicação social, através da impressão e distribuição de literatura religiosa e da publicação e divulgação de relatórios sobre a Igreja perseguida
