Leiria: «Que para todos chegue também o conforto, como chega o vento», deseja D. José Ornelas, após depressão Kristin

Bispo apelou que vida consagrada demonstre «sinais de acolhimento», na Missa na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Foto: Diocese de Leiria-Fátima

Leiria-Fátima, 03 fev 2026 (Ecclesia) – O bispo de Leiria-Fátima desejou, na manhã desta segunda-feira, que o conforto chegue às populações afetadas pela depressão Kristin, tal como o vento que causou estragos em várias regiões do país.

“É preciso pôr verdadeiramente acolhimento na nossa sociedade para todos e que para todos chegue também o conforto, como chega também o vento, que também chegue o vento do Espírito que cura, que cuida, que dá esperança”, afirmou D. José Ornelas, na homilia, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

O bispo presidiu à celebração da Apresentação do Senhor no Templo, perante cerca de 200 religiosos de institutos próximos ao Santuário da Cova da Iria, no Dia Mundial da Vida Consagrada

“O vento veio para todos. Para todos deve chegar também o vento do Espírito que move, que motiva. E a vida consagrada deve dar esses sinais de acolhimento. Quem não pode? Há tantas maneiras de colaborar”, assinalou.

No contexto da tempestade que atingiu Portugal, o bispo de Leiria-Fátima lembrou a Ucrânia, onde as comunidades enfrentam sofrimento, ficam sem luz, sem teto, em condições de frio extremo.

Na homilia, partilhada no site da Diocese de Leiria-Fátima, o bispo referiu-se também ao rito das velas acesas na manhã de Candelária e estabeleceu ligação com o facto de grande parte da diocese não ter luz elétrica.

Do Evangelho de São Lucas, D. José Ornelas destacou as atitudes de Simeão e Ana no Templo, que, no fim da vida, tiveram a capacidade de ver em Jesus a luz da chegada de novos tempos.

“Eles reconstruirão as velhas ruínas e restaurarão os antigos escombros; renovarão as cidades assoladas que têm sido destruídas de geração em geração”, citou o bispo, estabelecendo um paralelismo face aos “telhados” das igrejas e das “famílias” da região.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na passada quarta-feira, causou pelo menos dez mortes, desde então, vários feridos e desalojados.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até ao dia 8 de fevereiro.

LJ/OC

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