Leão XIV: «Indústria das férias» quer vender «todo o tipo de experiências», mas o «encontro verdadeiro não se compra»

Papa disse na oração do ângelus, em Castel Gandolgo, que é necessário «aprender mais sobre a arte da hospitalidade»

Foto EPA/Lusa, Papa Leão XIV na oração do Ângelus, em Castel Gandolgo

Castel Gandolfo, Itália, 20 jul 2025 (Ecclesia) – O Papa Leão XIV afirmou na alocução dominical do ângelus, em Castel Gandolgo, que é necessário “aprender mais sobre a arte da hospitalidade” e disse que o “todo o encontro verdadeiro é gratuito”.

“A indústria das férias quer vender-nos todo o tipo de experiências, mas talvez não o que procuramos. Com efeito, todo o encontro verdadeiro é gratuito e não se compra: seja o encontro com Deus, seja o encontro com os outros, seja o encontro com a natureza”, afirmou.

Na mensagem que dirigiu aos residentes e aos peregrinos que se deslocaram a Castel Gandolgo, onde termina um período de descanso na residência pontifícia, Leão XIV comentou o texto do Evangelho lido nas missas deste domingo, onde São Lucas conta o encontro de Marta e de Maria com Jesus.

“No momento em que Marta se queixa porque a irmã a deixou sozinha a servir, Maria, conquistada pela palavra de Jesus, como que perdeu a noção do tempo. Não é menos concreta do que a sua irmã, nem menos generosa. Mas aproveitou a oportunidade. Por isso Jesus repreende Marta: porque ela ficou fora de uma intimidade que lhe daria também muita alegria”, comentou o Papa.

Leão XIV disse que, o verão pode ajudar a “abrandar”, tornando cada um “mais parecidos com Maria do que com Marta”.

“Precisamos de repousar um pouco, com o desejo de aprender mais sobre a arte da hospitalidade”, apontou o Papa.

“É preciso humildade tanto para hospedar como para ser hospedado. É necessário delicadeza, atenção, abertura”, sublinhou o Papa.

Foto Vatican Media/EPA/Lusa

Após a oração do ângelus, o Papa apelou ao fim da “barbárie da guerra”, saudou ao fiéis de Castel Gandolgo e os peregrinos presentes, desafiou à oração de “pelo menos durante um minuto” pelos governantes, e disse que “dentro de poucos dias” regressa ao Vaticano, após ter estado na residência pontifícia de verão desde o dia 6 de julho.

Os espaços da residência pontifícia de Castel Gandolfo, a 25 quilómetros de Roma, incluem desde 2016 um polo museológico aberto ao público, onde também era oferecida a possibilidade de degustar os produtos das próprias ‘Villas’, por decisão do Papa Francisco.

O antecessor de Leão XIV preferiu passar todo o verão na Casa Santa Marta, onde residia, e em 2023 instituiu em Castel Gandolfo o ‘Borgo Laudato si’, para o desenvolvimento da educação ecológica.

Durante os dias em que esteve em Castel Leão XIV vai presidir a uma Missa, no dia 13 de julho, na paróquia pontifícia de São Tomás de Villanova, antes de recitar o ângelus, na Praça da Liberdade, em frente ao Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, nos arredores de Roma; e a 20 de julho, na Catedral de Albano, preside à Eucaristia dominical, antes da recitação do ângelus, novamente na Praça da Liberdade.

As audiências gerais, atualmente suspensas, vão ser retomadas a 30 de julho, no Vaticano.

PR

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