O Ano Santo de 2025, Jubileu da Esperança, teve o seu encerramento nas dioceses e vai ser concluído por Leão XIV no Vaticano, no dia 6 de janeiro. Foi um ano de peregrinações, de grandes celebrações em Roma e em Portugal, mas o Papa Francisco, ao convocá-lo, pediu que, acima de tudo, este fosse um tempo com impacto real na vida das pessoas. Para fazer o balanço deste ano, do seu impacto na vida concreta e na caridade, convidámos Manuel Girão, diretor do Departamento da Pastoral Socio-Caritativa do Patriarcado de Lisboa

Entrevista conduzida por Ângela Roque (Renascença) e Octávio Carmo (Ecclesia)
O patriarca de Lisboa disse, na homilia de encerramento do Jubileu, que “na gramática do Espírito, encerrar não é terminar”. Olhando para a Pastoral Social da Diocese, sente que este ano marcou, de facto, um início de algo novo ou o risco de se fechar a porta e voltar à rotina é real?
Bom dia, antes de mais, muito obrigado pelo convite, é um gosto poder falar na nossa experiência do Jubileu, uma caminhada ao longo deste ano, e de facto aquilo que disse o senhor patriarca é aquilo que nós, ao nível do Departamento, fomos avaliando ao longo deste ano: para que serviu este jubileu e para que serviu toda esta envolvência, toda esta dinâmica, se nós agora terminarmos e não sairmos em missão? Por isso aquilo que nós acreditamos e aquilo que ficou da experiência do Departamento da Pastoral Social do Patriarcado, é que este Jubileu, o Jubileu da Esperança, foi algo marcante. Nós pensávamos, numa primeira fase, quando desenvolvemos a nossa dinâmica deste jubileu, achávamos que íamos a realidades levar a esperança que o Papa Francisco pedia, àquelas pessoas que não podiam viver o Jubileu em Roma ou nas igrejas jubilares, podermos levar o Jubileu. Nós fomos com a ideia de que íamos levar a esperança a essas realidades – aqui falo da realidade dos reclusos, da realidade dos hospitais, dos lares de idosos, dos centros de apoio a pessoas em condição de sem-abrigo – quando nós fomos a estes locais, a estas realidades, percebemos que fomos lá nós buscar a esperança, ou seja, estas realidades ensinaram-nos muitas vezes aquilo que é verdadeiramente a esperança. Por isso, nós chegámos a esta conclusão que, como dizia o Papa Francisco e agora o Papa Leão XIV, a Igreja tem de ser uma Igreja dos pobres, para os pobres e com os pobres, essencialmente uma Igreja que vá ao encontro dos mais desprotegidos. Nós ficámos com esta realidade, isto não pode terminar aqui, temos de manter esta caminhada, temos de ser uma Igreja em saída.
Tem falado muito de caminhada e o lema do Ano Santo é “peregrinos de esperança”, esta ideia de caminho. Pergunto se a experiência destes meses, na linha da frente da ação social, como estava a dizer, mostrou também que as comunidades cristãs são capazes de renovar a sua forma de acolher, e também se houve uma mobilização diferente?
Sem dúvida, o Jubileu foi extremamente mobilizador e nós vimos, desde o início até agora que nós mobilizamos. Mas quando há uma mobilização, como houve na Jornada Mundial da Juventude, ou como houve noutras dinâmicas pastorais, muitas vezes corremos o risco de depois, determinado, não haver consequência, voltarmos, como eu costumo dizer, à sacristia. A partir do tema “peregrinos de esperança”, que a esperança não engana, aquela esperança do cristão, verificamos que quando nós fomos para as comunidades, sejam elas comunidades paroquiais, comunidades de instituições sociais, comunidades prisionais, nós encontramos em todos estes locais um conjunto de voluntários cristãos, não cristãos, mas que quiseram ser voluntários nesta peregrinação de esperança e que nos acolheram. Era aquilo que eu dizia no início, nós pensávamos que íamos levar do alto da nossa capacidade e recebemos muito mais, porque nós percebemos o que é o sentido do acolhimento.
Na dinâmica da Pastoral Social, até na lógica da Cruz do Jubileu, que tem a forma de uma âncora, nós quisemos que a Cruz ficasse ancorada uma semana em cada uma das realidades das quatro zonas pastorais. E o que aconteceu foi que nós chegávamos com a Cruz, e a Cruz era como que largada ao mar, era a âncora que fixava, e durante uma semana desenvolvíamos uma série de atividades com as comunidades.
Eu recordo, por exemplo, a visita da Cruz ao IPO de Lisboa, onde o senhor patriarca se associou, e que foi muito marcante, porque a Cruz percorreu as várias áreas do IPO, esteve nas várias especialidades, também os médicos se envolveram, os enfermeiros se envolveram, o capelão se envolveu, o senhor Patriarca esteve. Nós sentimos que não estávamos sozinhos, sentimos a dinâmica de levar um sinal vivo a uma realidade como uma prisão, ou como um hospital, ou como, por exemplo, um hospital prisional, como estivemos em Caxias, nós percebemos que a dinâmica do Jubileu, de facto, ia muito para além daquilo que era vivido nos templos jubilares ou o que era vivido em Roma. E foi isto que o Papa nos pediu na bula, ou seja, o Papa Francisco pediu-nos que olhássemos para estas realidades, e nós, ao longo desta dinâmica, íamos mesmo caminhando, porque a Cruz muitas vezes passava de uma realidade para outra em forma de caminhada.
Por exemplo, quando a Cruz esteve no lar da Santa Casa da Misericórdia da Amadora, e foi em peregrinação até ao Bairro 6 de Maio, para uma realidade, que era a realidade dos migrantes, que receberam a Cruz. Curiosamente, muitos dos migrantes que receberam a Cruz e que estiveram com a Cruz durante uma semana, não eram católicos, mas o sinal falava mais alto e por isso nós acreditamos que nós temos de sair em missão, ou seja, a Igreja tem de ir ao encontro dos mais desprotegidos, porque é aí que também vamos buscar fôlego para continuar.
O patriarca de Lisboa utilizou uma expressão muito forte na recente Festa da Sagrada Família, pediu que as famílias e as comunidades sejam “celeiros de humanidade”. Onde é que em Lisboa estes celeiros são mais necessários? Estamos a falar da crise habitacional, da solidão dos idosos, ou de novas formas de pobreza?
Sim, eu diria que o flagelo da habitação, ou da falta, porque o problema não é a habitação, o problema é a falta da habitação, eu creio que sim, aí é um caminho que temos de fazer, porque se nós resolvêssemos, ou minimizássemos este problema da habitação, nós conseguíamos resolver muitos outros problemas. Muitos dos problemas de carência social começam na falta da habitação, e por isso esse, na minha opinião, seria o grande desafio da Igreja, e a Igreja ter capacidade, porque tem de ter, de se mobilizar para resolver este problema. Depois temos um problema muito grave, que é a integração dos migrantes, ou seja, nós não podemos continuar a achar que vamos resolver o problema dos migrantes sem as comunidades cristãs, ou seja, sem as paróquias, sem as comunidades, sem as famílias, porque nós temos de acolher, e estes migrantes são peregrinos, ou seja, eles vieram de longe para encontrar uma vida melhor, e nós, como cristãos, temos de os acolher.
Lisboa está no olho do furacão nesta questão da imigração. Como é que a diocese responde a desafios que chegam de fora, esta questão dos refugiados, dos imigrantes? Neste contexto, a paz social está garantida?
Eu diria que sim, porque nós, Igreja, temos muitas instituições de primeira linha, e essas instituições funcionam muito como um tampão social, ou seja, fazem com que as tensões não evoluam tanto. Eu posso-vos dar o exemplo da Comunidade Vida e Paz, que este ano desenvolveu um trabalho notável junto das pessoas em condição de sem-abrigo, em que muitos deles já são também migrantes, porque também porque têm essa necessidade. Diria também o Serviço Jesuíta aos Refugiados, que também gere centros de acolhimento e que também faz logo ali uma primeira triagem, um primeiro acompanhamento nos vários centros que tem, com uma capacidade muito grande. Podia-vos dizer também as instituições, os centros paroquiais, que todos eles já têm dinâmicas de apoio aos migrantes, nomeadamente numa área que eu acho muito importante, que é a criação de postos de trabalho de qualidade, porque muitas vezes os migrantes são levados a trabalho precário e à exploração nalgumas geografias do nosso país. Na nossa diocese, sentimos que talvez 20, 25% dos trabalhadores das instituições sociais da Igreja já são migrantes. E tem havido um trabalho, e nós temos coordenado esse trabalho, quer ao nível da formação, quer ao nível dos inquéritos, para percebermos qual é a realidade nesta matéria.
Nós vivemos uma época da nossa vida em que é crucial conseguir acolher e manter cá estes imigrantes, porque nós não conseguimos sobreviver sem eles, ou seja, nós não conseguimos, não temos capacidade neste momento de oferta de trabalho sem os imigrantes. Precisamos deles para trabalhar, mas temos de os integrar, porque só assim é que temos uma sociedade justa.
Enquanto Igreja, temos um papel, quer ao nível da habitação, quer ao nível do apoio aos migrantes, quer ao nível de um flagelo muito grande que hoje existe na cidade de Lisboa, que é o abandono dos idosos, dos mais velhos, e o isolamento dos mais velhos. Eu posso dizer que é um problema estrutural, porque é vivido em prédios com 3, 4 andares sem elevador, e as pessoas ficam presas nas suas casas, e muitas das vezes acabam por morrer sozinhas, porque não têm rede de vizinhança, porque acabaram as redes de vizinhança nas nossas cidades, as pessoas acabam por partir sem que ninguém dê por isso, e isto é um flagelo que está a acontecer cada vez mais.
E é um desafio para as próprias instituições de Igreja…
É um desafio, porque nós temos de saber onde eles estão, temos de os acompanhar, mesmo que eles às vezes não precisem de apoio, têm de ter companhia de um telefonema, de um contacto, de uma visita, e isso é outra área que nós também, através do apoio dos centros paroquiais, das misericórdias, temos tentado cada vez mais ir ao encontro desta comunidade. Agora no âmbito do Jubileu, tentámos mobilizar lares de idosos, centros de dia, centros de convívio, para levar esta chama do Jubileu a estas pessoas, para que depois, após o Ano Santo, elas possam continuar a caminhar connosco nas comunidades, se possam criar redes e integrar. Foi esse o grande objetivo, também, da ida da Cruz a estas realidades, não só levar uma atividade de uma semana, e durante aquela semana criar um guião de oração, criar um guião de atividades. Por exemplo, a Cruz esteve na obra do padre Gregório em Sintra, e a ideia foi, ao ver aquela realidade, perceber que aquelas jovens, é um centro de acolhimento de crianças e jovens sem família, é perceber que precisamos de manter a relação espiritual com esta comunidade, porque aquelas jovens mostraram que precisam, porque não têm este apoio espiritual que nós deveríamos ter enquanto comunidade. E lá está, tudo o que nós quisemos fazer ao longo deste ano, para que serviu? Costumamos dizer na nossa equipa que serviu, pelo menos, para percebermos uma coisa: nós não podemos estar parados, não podemos estar nas nossas igrejas, nas nossas comunidades, a pregar sempre para os mesmos, a converter os convertidos, ou seja, nós temos de ir, como dizia o Papa Francisco, temos de olhar para a Igreja como um hospital de campanha, ou seja, isto não é um hotel de cinco estrelas. É um hospital de campanha, nós temos de ir para o terreno, e cada vez mais estas são as realidades que precisam da nossa ajuda.
Outra área que nós, por exemplo, quisemos marcar presença foi na área da deficiência, que é uma área muito esquecida em Portugal. A área da deficiência muitas vezes é escondida, é fechada.
É preciso um trabalho de visibilidade e de sensibilização?
Exatamente, só que o problema é que muita da deficiência está institucionalizada e esta institucionalização da deficiência faz com que ela fique escondida e que não se vá ao encontro. Nós, por exemplo, também no âmbito das atividades do Jubileu, aqui na Diocese de Lisboa, visitámos o centro do Pisão da Misericórdia de Cascais e também lá, fizemos uma série de dinâmicas com as pessoas deficientes e foi muito bonito, porque sentimos que elas aderiam muito bem a estes sinais, ao sinal da Cruz, ao sinal da esperança. Saímos de lá reconfortados, porque percebemos que temos ali um caminho para continuar e, na nossa perspectiva, foi isso que nos alimentou ao longo deste ano e é aquilo que nós achamos que nos vai alimentar agora nos próximos anos.
Quais são as prioridades de atuação do departamento em 2026?
Em primeiro lugar, uma grande prioridade do departamento é conseguirmos que os vários setores trabalhem em conjunto, não só as Misericórdias, os Centros Paroquiais, a Cáritas, os migrantes…
Tem de haver uma maior articulação entre todos?
Esta dinâmica do Jubileu obrigou-nos a isso. Nós tivemos de trabalhar em rede, porque quando precisávamos de desenvolver atividades com os migrantes, fomos ao encontro das instituições que trabalham com esta área. Quando precisávamos de desenvolver na área da deficiência, a mesma coisa, ou seja, o que nós percebemos foi que não conseguimos trabalhar sem ser em articulação dos setores, porque esse é o problema de um departamento, ou dos vários departamentos que existem, é não conseguir, muitas das vezes, articular setores, ou os setores trabalharem de forma desgarrada, cada um para seu lado.
Um dos grandes desafios do Departamento para o próximo ano é manter a dinâmica do trabalho em equipa e do trabalho em rede. Esse é um desafio. O segundo desafio é ir ao encontro e desenvolver estratégias para trabalhar esta questão da imigração, porque, volto a dizer, em Lisboa, se nós não fizermos nada, nós, comunidades, nós, instituições, vamos ser engolidos por um furacão. A dinâmica e a dimensão disto é muito grande.
Nós, por um lado, não podemos deixar de receber os imigrantes, por outro lado, não podemos deixar de os receber em condições, e por outro lado, não podemos deixar de os integrar em sociedade, como outras comunidades, no século passado, ou em 75, conseguimos integrar os retornados, que vieram, e que também eram um milhão, eu me incluo-me nesse grupo. Sentimos que estamos na mesma fase da história, ou seja, estamos numa fase de integração, e temos todos, comunidades paroquiais, o clero, as instituições sociais da Igreja, as organizações, as ONG, temos de nos juntar, e temos de pensar estratégias para a integração desta realidade.
E combater a ideia de que a responsabilidade de se integrar é apenas de quem chega?
A Caritas está a desenvolver um trabalho, em articulação com o departamento, em que um dossiê sobre a imigração, e tem um capítulo sobre os mitos. Esse é um mito que se diz, de facto, que é quem chega que se tem de integrar. Claro que quem chega tem de entender a realidade cultural, tem de ser ajudado, no mínimo tem de se lhe dizer as regras do jogo, não é? Se nós vamos para um país, claro que nós precisamos de saber, mas também temos de ser ajudados. E nós, nas comunidades paroquiais, porque funcionamos muito em redes de proximidade, podemos fazer a diferença.
Falou de muitas experiências deste ano jubilar: se tivesse de escolher uma imagem, uma história, que o tenha marcado pessoalmente nesta caminhada, como disse tantas vezes, do Jubileu, qual seria?
Nós temos um livro que criámos no início do Jubileu, um livro de orações e de caminhada jubilar, mas tinha as páginas em branco, porque nós queríamos que fosse escrito, as orações fossem de quem viveu o Jubileu. Por isso, este livro retrata uma série de histórias e muitas marcantes, mas se eu tivesse de escolher uma que me tocou foi no Pisão, num centro para deficientes profundos, em que estavam cerca de 200 pessoas numa cerimónia que fizemos, com a Cruz do Jubileu. Ali, durante cerca de 40 minutos, o silêncio que se viveu, ao ar livre, tocou-me profundamente, porque aquele silêncio foi um silêncio de tanto respeito, mas de tanta profundidade, e pelo público que era, que me marcou muito. Quando eu me vinha embora, um jovem, um deficiente veio ter comigo, e viu-me com uma mochila, e perguntou-me se eu tinha uma Bíblia para lhe oferecer. Tocou-me, porque ele pediu aquilo que se calhar eu devia ter levado e nunca me lembrei, uma Bíblia, e isso foi, das várias atividades que desenvolvemos, das várias imagens que tenho, essa foi a que me marcou mais, foi este pedido de uma Bíblia por um jovem do Pisão, num centro de deficientes profundos.
Esse um livro foi elaborado ao longo deste jubileu?
Sim, nós chamámos-lhe a “credencial da peregrinação jubilar”, porque era por onde o livro passava, queríamos que as pessoas, por cada local…
Portanto, era um livro em branco?
Era um livro em branco. E foi sendo descrito com a colaboração de todos.
Dê-nos alguns exemplos do que aí tem e que vai ser entregue agora ao patriarca de Lisboa…
A nossa intenção é agora, no final do jubileu, entregar o livro ao senhor patriarca. E o livro tem orações, tem testemunhos, tem pensamentos. Há aqui alguns que nos marcaram muito, um deles, o de uma reclusa do Estabelecimento Prisional de Tires, que na oração roga por ela, pela sua família, e o que nos chamou muito a atenção e que nos marcou muito foi este pedido, que ela pede pelos filhos, pelos pais, mas também pelo companheiro, recluso no Estabelecimento Prisional de Sintra. E depois pede “por todas as minhas colegas aqui também, pela paz no mundo, por mais compreensão, respeito e compaixão entre os homens. Ámen”.
Esta foi a oração que ela escreveu aqui, a reclusa, que tinha como número 68. E este tipo de testemunhos marcou-nos muito.
E assina assim? Apenas com o número?
Não, assina o nome e o número. Mas o que nos marcou foi as pessoas terem de pôr um número. Temos aqui algumas que não querendo pôr o nome, puseram só o número. Se calhar porque não se quiseram identificar.
Nós temos estas orações e estes testemunhos, no caso de Tires, em várias línguas. Porque também há lá reclusas de várias origens. E temos aqui em castelhano, em inglês, em português, e que escreveram.
Temos também aqui alguns testemunhos, se me permitirem, num centro de apoio a pessoas em condição de sem-abrigo, o de um jovem, que que dizia isto desta maneira: “Esperança é saber esperar. Tem confiança em ti. Espero fazer este caminho, não solitário, mas com muitos e com alegria. Jubileu 2025”.
Isto foi o Nuno, um jovem em condição de sem-abrigo, que escreveu isto e que simboliza muito aquilo que deve ser uma comunidade paroquial. Ele não quer fazer este caminho sozinho e espera fazê-lo com companhia e com alegria. E são estes testemunhos, temos aqui centenas de testemunhos, que nos marcaram muito porque percebemos que a esperança é muito mais transmitida por estas pessoas, tantas vezes, do que por nós, nas nossas comunidades paroquiais.
