João Paulo II regressou ao Vaticano

João Paulo II regressou hoje ao Vaticano após ter estado hospitalizado 18 dias, desde o passado dia 24 de Fevereiro, na sequência de complicações respiratórias. Desde há vários dias era claro que o Papa estava a recuperar progressivamente da traqueotomia a que tinha sido submetido e já esta manhã tinha dirigido algumas palavras aos peregrinos, desde a Clínica Gemelli, após a oração do Angelus. O comunicado oficial que anunciava o regresso a casa do Papa refere que “o Santo Padre, de acordo com os seus médicos, regressa esta tarde ao Vaticano, onde prosseguirá a sua convalescença”. João Paulo II abandonou a clínica de Roma às 18h20 locais (17h20 em Lisboa), a bordo de um automóvel da Cidade do Vaticano. O Papa viajou no assento dianteiro, ao lado do condutor, acompanhado do seu secretário, o Arcebispo Stanislaw Dziwisz, e abençoando várias vezes as centenas de pessoas concentradas ao longo do percurso para saudá-lo e aplaudi-lo. O regresso foi filmado através de uma câmara televisiva montada dentro do carro e milhares de pessoas estavam reunidas na Praça de São Pedro, à espera do Papa. Esta manhã, João Paulo II tinha desejado a todos “um bom Domingo e uma boa semana”, numa voz não muito diferente daquela a que estamos habituados a ouvir nos últimos anos. “Queridos irmãos e irmãs, bem-vindos. Obrigado pela vossa visita. Saúdo Wadowice, saúdo os legionários de Cristo. A todos um bom Domingo e uma boa semana”, disse. João Paulo II seguiu o Angelus através da televisão, numa sala da Clínica, em ligação directa com a Praça de São Pedro. A sua mensagem foi lida pelo Arcebispo Leonardo Sandri e foi dedicada aos meios da comunicação social. “É muito importante o papel dos media na nossa época de comunicação global. É também grande a responsabilidade dos que trabalham neste campo, chamados a fornecer sempre uma informação pontual e respeitadora da dignidade da pessoa humana e atenta ao bem comum”, alerta o texto. O Papa agradeceu aos profissionais da comunicação social a sua presença atenciosa e o serviço que prestam ao mundo na divulgação das notícias sobre a sua saúde, recordando que, neste tempo da Quaresma, também a rádio, a televisão e a Internet podem servir para “alimentar o espírito”. “Hoje desejo dirigir-lhes (aos profissionais da comunicação social) uma palavra de gratidão, porque desenvolvem o seu serviço tão apreciado, não sem sacrifícios, graças ao qual os fiéis de todas as partes do mundo podem sentir-me mais próximo deles e acompanhar-me com o seu afecto e oração”, assinalou.

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