Chega ao fim o internamento no hospital policlínico Gemelli João Paulo II acaba de sair do hospital policlínico Gemelli a bordo do papamóvel, para regressar ao Vaticano após 10 dias de internamento. Uma pequena multidão em festa esperava-o à entrada do hospital e no percurso de cerca de 3 quilómetros, saudando-o efusivamente à sua passagem. “A laringotraqueíte aguda, que tinha motivado o internamento de urgência do Santo Padre está curada. Prossegue favoravelmente a melhoria das suas condições gerais”, anunciou esta manhã o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro-Valls. O comunicado oficial assinalava que “nos últimos dois dias, todos os meios de diagnóstico, incluindo um TAC, permitiram excluir outras patologias”. O Papa poderá assim presidir à oração dominical do Angelus, na Praça de São Pedro. Após este fim-de-semana no Vaticano, João Paulo II irá começar os exercícios espirituais de Quaresma, durante os quais todos os seus compromissos são suspensos. O porta-voz do Vaticano assegura que o Papa irá agora estudar a sua agenda, em conversa com o seu médico pessoal, para decidir o que fazer. João Paulo II tinha previsto celebrar pessoalmente todas as cerimónias da Semana Santa e da Páscoa, segundo o calendário divulgado em Janeiro pela prefeitura da Casa Pontifícia. Após ter anulado os seus compromissos, no dia 1 de Fevereiro, por causa de uma gripe que o vinha afectando há vários dias, o Papa foi internado de urgência na noite dessa terça-feira no hospital policlínico Gemelli. A informação a respeito de João Paulo II foi sendo gerida por Joaquín Navarro-Valls, homem da confiança do Papa, que começou por adiantar que o internamento se devera a uma “laringotraqueíte aguda, com crise de laringoespasmos”. Logo desde o primeiro dia, foi intenção do Vaticano evitar qualquer tipo de alarmismo, enquanto ia avisando que o Papa iria ficar no hospital por vários dias. Após vários dias consecutivos em que os boletins sobre o estado de saúde de João Paulo II davam conta de uma progressiva melhoria, o Papa apareceu perante os fiéis na oração dominical do Angelus, para pronunciar a bênção desde a janela do seu quarto. No início desta semana, foi anunciado que João Paulo II ficaria “ainda mais uns dias” no Gemelli, justificando a opção por “razões evidentes de prudência”. Ontem, pela primeira vez no Pontificado de 26 anos, o Papa não presidiu à liturgia de Quarta-Feira de Cinzas. Hoje, após vários dias sem comunicados oficiais sobre o estado de João Paulo II, foi anunciado que a laringotraqueíte aguda “estava curada” e que o regresso ao Vaticano era iminente. Navarro-Valls falou, depois, da impaciência do Papa por regressar ao trabalho, avisando que “o desejo do Santo Padre é o de retomar os compromissos que tinha e que foram adiados por alguns dias”.
