João Paulo II pede opção pelo diálogo

João Paulo II referiu, no passado sábado, que através do diálogo, a paz é possível e que este diálogo é um dever para a humanidade. “A paz vencerá se dialogarmos”, ressaltou o Papa, assinalando a “estreita relação que existe entre o respeito pelos outros, o diálogo e a paz”. O Papa falava a cerca de dez mil jovens do Sermig-Arsenal da Paz, o Serviço Missionário Jovem fundado em Turim, norte da Itália, 40 anos atrás, por Ernesto Olivero. A audiência, realizada na Sala Paulo VI, foi caracterizada por um clima festivo, com cantos e músicas de jovens que vieram testemunhar o seu compromisso com a causa da paz. João Paulo II agradeceu o entusiasmo dos Jovens definindo-os “mensageiros, testemunhas, e apóstolos incansáveis da paz.” “Na nossa época, caracterizada por uma densa rede de intercâmbio entre diversas culturas e religiões, é necessário promover e facilitar o acolhimento e a recíproca compreensão entre os indivíduos e os povos”, referiu. O discurso do Papa recordou a instituição, por parte do Sermig, de uma Universidade do Diálogo, que quer dar voz aos jovens de todas as nações, culturas e religiões, justamente para construir “um mundo no qual todos sejam plenamente membros da única família humana”. “Esse diálogo deve abranger todos os âmbitos da vida social, económica e religiosa” salientou. O compromisso do Sermig, fundado em 1964 por Ernesto Olivero, na luta contra a fome e contra as injustiças concretizou-se ao longo dos anos, com a realização de mais de 1700 iniciativas e projectos de desenvolvimento, em favor de 125 países no mundo. Entre essas iniciativas e projectos do Sermig encontram-se também missões humanitárias em países marcados pela guerra, tais como o Líbano, Iraque, Afeganistão e Palestina; projectos de acolhimento para crianças em estado de abandono no Brasil, Roménia, Tanzânia e Bangladesh.

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