João Paulo II insiste na referência ao cristianismo na Constituição Europeia

Novo (último?) apelo lançado horas antes da cimeira europeia em Bruxelas João Paulo II lançou hoje um novo apelo em favor da inscrição, no Preâmbulo da Constituição da UE, dos valores cristãos. O pedido surge apenas horas antes da cimeira de Bruxelas que reúne amanhã e depois os chefes de Estado e de Governo dos 25 países da UE alargada. “É indispensável que a Europa de hoje salvaguarde o seu património de valores e reconheça que o cristianismo foi, acima de todas, a força capaz de os promover, conciliar e consolidar”, declarou. O Papa presidiu nesta tarde a uma Missa na Basílica de São Pedro que juntou milhares de estudantes das universidades eclesiásticas romanas e outras universidades católicas da Europa, conforme o próprio anunciara no Angelus do passado Domingo. “As estruturas sociais políticas e económicas revestem-se de grande importância para a unidade da Europa, mas não devem ser descurados, de forma alguma, os aspectos humanistas e espirituais”, assegurou João Paulo II. Os líderes europeus preparam-se para dois dias de trabalho muito difíceis, em que são confrontados com a tarefa chave de adoptar a primeira Constituição Europeia de sempre. Entre os temas que permanecem em aberto está, como é público, a referência às raízes cristãs do Velho Continente. Os episcopados católicos europeus foram informados recentemente que Portugal, Espanha, Eslováquia, Irlanda, Lituânia, Malta e Polónia propuseram formalmente uma inscrição do cristianismo na Constituição, posição que seria apoiada por Itália, Hungria, Holanda e República Checa. A principal oposição a esta intenção vem da França e da Bélgica. Notícias relacionadas • Europa • Acordo sobre o Tratado Constitucional europeu cada vez mais longe • Debate sobre referência ao cristianismo na Constituição Europeia em fase decisiva

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