João Paulo II destinou cerca de seis milhões e meio de dólares a obras de solidariedade no ano de 2003. Os dados foram revelados no relatório do Conselho Pontifício “Cor Unum”, organismo vaticano a que o Papa encomenda a distribuição das suas ajudas, tornadas possíveis pelos donativos de pessoas dos cinco continentes. Segundo este relatório João Paulo II destinou 822.465 dólares a “emergências”, em ajudas a populações que no ano passado sofreram por causa dos terramotos (Argélia, El Salvador, Irão, Turquia e Uganda), a populações vítimas de inundações (Argentina, Bolívia, Fidji, Guatemala, Sri Lanka, Vietname), a populações vítimas da guerra (Iraque, Libéria, Nigéria, República Democrática do Congo), vítimas da seca (Eritréia, Etiópia e Moldávia) e para refugiados e imigrantes (Argélia, Angola, Haiti, República Centro Africana, Uganda). O segundo capítulo do relatório apresenta um montante de 858.223 dólares destinados pelo Papa à “promoção humana comunitária”. O Conselho Pontifício “Cor Unum” cujo presidente é o arcebispo alemão Paul Josef Cordes, destinou cerca de três milhões de dólares parar ajudar as populações vítimas da seca ou de desertização na região africana do Sahel. Estas ajudas, canalizadas através da Fundação João Paulo II para o Sahel, instituída por este Papa em 1984, serviram para financiar 235 projectos em Burkina Faso, Cabo Verde, Chade, Gâmbia, Guiné-Bissau, Mali, Mauritânia, Níger e Senegal. Por último, em nome do Papa, o “Cor Unum” destinou 1.843.200 milhões de dólares em ajudas às populações indígenas, mestiças e afro-americanas camponesas pobres da América Latina.
