João Paulo II pediu esta manhã no Vaticano que os “laços de comunhão” entre os cristãos do Oriente e do Ocidente “sejam cada vez mais fortalecidos através de uma espiritualidade que veja o que há de positivo nos outros”. O Papa recebia os membros da Comissão Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas Orientais, reunidos para a sua II assembleia plenária. “Encorajo-vos a fomentar o entendimento mútuo e a comunhão entre os cristãos do Oriente e do Ocidente”, concluiu. Esta Comissão Internacional estará reunida em Roma até amanhã, para discutir o tema “A Igreja como Comunhão”. A grande novidade deste ano está no facto de, pela primeira vez na história, a Igreja Católica estar a manter contactos com todo o conjunto das Igrejas Ortodoxas Orientais e não apenas uma por uma. As Antigas Igrejas do Oriente são sete: a Copta Ortodoxa no Egipto, as Igrejas Ortodoxas na Etiópia e na Eritreia, a Malankar na Índia e as duas Igrejas Arménias de Etchmiazin e Anteria. Separaram-se de Roma no século IV por causa das definições cristológicas do Concílio de Calcedónia.
