João Paulo II critica manipulações da vida humana

Papa fala sobre reprodução assistida e contracepção João Paulo II lembrou hoje que a Igreja Católica defende uma regulação dos nascimentos baseada em métodos naturais, que considera respeitadores da “pessoa e do desígnio de Deus sobre o casal e a sua procriação”. O Papa enviou uma mensagem ao Congresso Internacional sobre “Regulação natural da fertilidade e cultura da vida”, que decorre em Roma, na Faculdade de Medicina da Universidade Católica. “Assistimos hoje à consolidação de uma mentalidade que, de um lado, parece amedrontada perante a responsabilidade da procriação e, por outro, pretende dominar e manipular a vida”, escreveu. O texto critica “lugares comuns e mistificações” a respeito do tema do Congresso, que o Papa considera “amplificados numa certa propaganda”. “O Magistério da Igreja – refere – acompanhou com viva solicitude o desenvolvimento do que podemos chamar de cultura da procriação responsável, promoveu o conhecimento e difusão dos métodos naturais de regulação da fertilidade; os meus predecessores, de Pio XII a Paulo VI, encorajaram a pesquisa neste âmbito”. O desenvolvimento nesta área parece cada vez mais urgente ao Papa, preocupado com a ausência de divulgação dos fundamentos e motivações da regulação natural da fertilidade. “Apenas no contexto do amor recíproco dos cônjuges, total e sem reserva, pode ser vivido na sua plenitude o acontecimento da geração, ao qual está ligado o próprio futuro da humanidade”, assinalou João Paulo II.

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