João Paulo II manifestou-se ontem contra os atentados de Madrid, classificando-os como “horrendos”. O Papa considera que “perante tamanha barbárie permanecemos profundamente perturbados e perguntamo-nos como é possível a alma humana conceber crimes tão execráveis.” “Este crime horrendo abalou a opinião pública mundial”, acrescentou. O apreço indesmentível que o Papa nutre pela “querida nação espanhola” levara-o já, na passada sexta-feira, a telefonar pessoalmente ao arcebispo de Madrid, cardeal Antonio Maria Rouco Varela, para manifestar a sua dor e a sua solidariedade para com a cidade e o país. Segundo uma nota oficial da arquidiocese madrilena, João Paulo II mostrou-se “desolado” pelo número de mortos e feridos, bem como pelo sofrimento das famílias enlutadas. No Domingo, antes da oração do Angelus na Praça de São Pedro, o Papa quis deixar uma mensagem de esperança, afirmando que “é só partir do contributo unânime de todas as forças sãs do continente que se pode olhar em frente com confiança e esperar um futuro melhor”. “Sobretudo os que crêem em Deus devem sentir-se empenhados a agir pela edificação de um mundo mais fraterno e solidário, apesar das dificuldades e obstáculos que se podem encontrar neste caminho necessário e inadiável”, referiu. No final da sua intervenção, o Papa entregou nas “mãos maternais de Maria” todas as vítimas do atentado terrorista de Madrid. “Pedimo-lhe que proteja e vele pela querida nação espanhola, pela Europa e pelo mundo inteiro”, concluiu.