João Paulo II beatificou mártires na Eslováquia

Uma multidão de fieis marcou presença na celebração em que João Paulo II beatificou dois mártires vítimas do antigo regime comunista. A Missa de ontem, em Bratislava, marcou o final de uma viagem apostólica de quatro dias. “Ambos brilham diante nós como exemplos luminosos de fidelidade em tempos de dura e impiedosa perseguição religiosa. Ambos enfrentaram processos injustos e condenações iníquas, torturas, humilhações, solidão e morte”, disse o Papa referindo-se ao Bispo Basile Hopko e à religiosa Zdenka Schelingová. Ambos morreram mártires, respectivamente, em 1976 e 1955. Muitos dos presentes na cerimónia de Domingo conheceram-nos pessoalmente e sofreram no passado recente perseguições por causa da fé. No último dia da sua visita pastoral, João Paulo II agradeceu, ainda, a fidelidade a Cristo do povo eslovaco e deixou-lhe uma apelo à evangelização: “amado povo eslovaco, dou graças a Deus porque nos momentos difíceis soubeste conservar a tua fidelidade a Cristo e à sua Igreja, por isso exorto-te, nunca te envergonhes do Evangelho”. Após a Eucaristia de mais de duas horas o Papa rezou o Angelus, onde dirigiu algumas palavras de despedida, evocando “as belas imagens das celebrações eucarísticas e dos encontros vividos nestes dias”. Aos jovens eslovacos recordou que “são a esperança da Igreja e da sociedade”, pelo que não devem ter medo de aproximar-se de Jesus, “aprendendo com ele como amar este mundo e construir a civilização do amor”.

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