João Paulo II associa-se à «Campanha da Fraternidade» da Igreja no Brasil

Acesso à agua potável no centro da iniciativa João Paulo II associou-se, com uma mensagem escrita, à “Campanha da Fraternidade” promovida pela Igreja no Brasil, que este ano tem como tema “Água, fonte de vida”. O Papa afirmou que a água é “um direito de todos” e um “dom de Deus” que deve ser usado com atenção, considerando “a sua evidente escassez em muitos lugares do mundo”. A carta, difundida pela Rádio Vaticano, foi enviada por ocasião da 40º Campanha da Fraternidade que a Igreja no Brasil lançou nesta Quaresma. A iniciativa dirige-se aos cristãos “para refletir, de modo particular, sobre diversas situações sociais do povo brasileiro que requerem mais fraternidade”. “O uso racional e solidário da água exige uma colaboração de todos os homens de boa vontade com as autoridades governamentais, para conseguir uma protecção eficaz do ambiente”, indicou João Paulo II. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil refere que 31 milhões de pessoas carecem de água com um mínimo de qualidade. Em todo o mundo, uma em cada cinco crianças morre antes dos cinco anos, por causa de doenças relacionadas com o uso da água “É urgente uma mudança de atitudes e a educação para o bom uso da água, incluindo o controlo pessoal, a acção contra o desperdício e a elaboração de política pública que assegure a preservação da água e o seu recto uso”, afirma o arcebispo Luciano Mendes de Almeida, que apresentou a campanha. “O objectivo da CF (Campanha da Fraternidade – 2004) é mostrar que precisamos de respeitar a natureza e preservá-la como dom de Deus para o nosso uso e das gerações futuras”, acrescenta. Segundo o prelado, que citou como fonte a ONU (Organização das Nações Unidas), 40% da humanidade terá de enfrentar graves problemas, devido à poluição das águas, em 2050. A escassez de água doce vem aumentando devido à devastação das matas e à contaminação dos mananciais por resíduos industriais e agrotóxicos e por dejectos urbanos. A Campanha da Fraternidade 2004 irá concretizar-se, entre outros projectos, na captação da água da chuva nas áreas mais áridas do país, em que mais de 800 entidades estão unidas, para realizar a construção de 1 milhão de cisternas de água potável.

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