IV Encontro Mundial das Famílias

IV Encontro Mundial das Famílias Famílias cristãs contra a corrente O IV Encontro Mundial das Famílias não defraudou as expectativas e foi um momento de afirmação clara e inequívoca do modelo de família que a Igreja Católica tem para oferecer ao mundo de hoje: “A família fundada sobre o matrimónio é património da humanidade, constitui um bem grande e sumamente precioso, necessário para a vida, o desenvolvimento e o futuro dos povos. Segundo o plano da criação estabelecido desde o princípio (Mt 19, 4.8), aquela é o âmbito onde a pessoa humana, feita à imagem e semelhança de Deus (Gn 1, 26), é concebida, nasce, cresce e se desenvolve. A família, enquanto formadora por excelência de pessoas (Familiaris consortio, 19-27), é indispensável para uma verdadeira «ecologia humana» (Centesimus Annus, 39)”. As palavras de João Paulo II no passado sábado, dia 26, são o corolário lógico de um Encontro que começou com palavras firmes e determinadas do Cardeal Trujillo, a denunciar um “complot internacional” contra a família: “os inimigos da família são fortes e estão unidos”. O Presidente do Conselho Pontifício para a Família disse ter em mente os 60 milhões de dólares gastos pela ONU no controlo da natalidade, não para construir escolas ou promover o papel da mulher, mas “apenas para aborto e contracepção.” Desde dia 24 de Janeiro, as Filipinas – o país mais católico do continente asiático – acolher este Encontro das Famílias, uma comunidade de pessoas apresentada como uma Boa Nova para o Terceiro Milénio. Para o presidente do Conselho Pontifício para a Família, esta tem de ser agente de transformação social através do Evangelho. Nas suas palavras, é “convidar a família a um enriquecimento, a deixar-se evangelizar pela própria Palavra de Deus, mas para se tornar também evangelizadora, empenhada na proclamação do Evangelho a todo o mundo e a necessidade que o mundo tem de sentir que a família é uma boa notícia, que é um bem, que é portadora de felicidade, que é ela o futuro das crianças e também o futuro dos esposos no amor”. Para o Cardeal Trujillo, não há no mundo instituição idêntica com capacidade de formar o coração do homem, de o fazer crescer em humanidade. O ponto alto deste evento foi mesmo a comunicação via satélite de João Paulo II, onde o Papa exortou as famílias do mundo inteiro a não desanimarem e a manterem-se fiéis a essa comunidade de amor que são: “Acolhei plenamente e sem reservas o amor que, no sacramento do matrimónio, Deus Se antecipa a dar-vos, tornando-vos assim capazes de amar”. Nas palavras que proferiu, o Papa começou por destacar esse desafio que é anunciar ao mundo inteiro o tesouro maravilhoso de que cada família é portadora enquanto igreja doméstica: “Queridas famílias cristãs, anunciai com alegria ao mundo inteiro o tesouro maravilhoso de que sois portadoras enquanto igrejas domésticas!” João Paulo II valorizou a comunhão de vida, a entrega, o amor e o acolhimento generoso dos filhos, valores que, segundo o Papa, contrastam com uma mentalidade egoísta que vai ganhando adeptos nas sociedades modernas, e recomenda às famílias que sejam uma boa nova para o terceiro milénio, desafio que se pode vencer se cada família for fiel à sua vocação: “Sede protagonistas na Igreja e no mundo: isto é uma exigência que brota do próprio matrimónio que celebrastes, do vosso ser igreja doméstica, da missão conjugal que vos caracteriza como células primordiais da sociedade”. O Papa não concluía a mensagem que dirigia aos milhares de delegados vindos de todo o mundo, sem antes exortar a família para a importância da oração, garantia de unidade num estilo de vida coerente com a vontade de Deus. E termina com uma novidade: “enquanto vos confio a Maria, Rainha da Família, para que acompanhe e sustente a vossa vida, tenho a alegria de anunciar-vos que o V Encontro Mundial das Famílias realizar-se-á em Valência, Espanha, no ano 2006.”

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