Texto final vai voltar a ser analisado em outubro, após objeções e propostas de correção dos participantes
Cidade do Vaticano, 03 abr 2025 (Ecclesia) – A II Assembleia Sinodal da Itália, que decorreu entre 31 de março e 3 de abril, no Vaticano, chegou ao fim sem a aprovação do documento de conclusões, adiando essa decisão para outubro.
Os 28 grupos de trabalho apresentaram várias propostas de alteração ao texto com 50 propostas, preparado pela Conferência Episcopal Italiana (CEI), cujos responsáveis assumiram a necessidade de preparar um documento “mais maduro”, com nova assembleia, a 25 de outubro.
O portal do Vaticano regista que houve cerca de 150 pedidos de intervenção sobre os vários aspetos do documento, durante o debate que decorreu no Auditório Paulo VI.
Segundo o ‘Vatican News’, entre as principais questões estavam “a integração das pessoas que sofrem por causa das relações afetivas, da orientação sexual ou da identidade de género, e a responsabilidade eclesial das mulheres”.
Os participantes pediram também maior aprofundamento dos temas da “transparência económica, dos orçamentos, da responsabilidade, do trabalho, dos migrantes, da ecologia e da paz”.
Em cima da mesta estão as propostas que surgiram das dioceses italianas nos últimos quatro anos.
Os 28 grupos presentes na assembleia apresentaram “muitas propostas de alteração”, sublinhando a necessidade de “repensar globalmente” o documento final.
Segundo o presidente da CEI, cardeal Matteo Maria Zuppi, o adiamento da votação foi “necessário, dadas as dificuldades que surgiram”.
“Estamos certos de que um texto mais maduro permitirá escolhas ainda mais proféticas em relação ao futuro”, disse aos jornalistas.
Os 1008 participantes escreveram ao Papa, falando numa “escola de sinodalidade”.
Francisco enviou uma mensagem, na abertura da II Assembleia da Itália, sublinhando que Igreja “não é feita de maiorias ou de minorias”.
OC