Israel e Santa Sé retomam negociações para acordo financeiro

O diálogo entre as duas parte tem conhecido vários obstáculos As negociações tendo em vista a conclusão do acordo financeiro entre a Santa Sé e o Estado de Israel serão retomadas no próximo dia 5 de Julho, em Jerusalém. A notícia já foi confirmada por Oded Ben-Hur, embaixador de Israel junto da Santa Sé. Este encontro acontece poucos dias depois do 10º aniversário do “Acordo Fundamental”, assinado pelas duas partes a 15 de Junho de 1994. “Este é o retomar de negociações interrompidas em Agosto de 2003 – disse Ben-Hur à Apic – e há agora uma total compreensão entre as duas partes no sentido de levar este acordo a bom porto”. Segundo este responsável, a obtenção de um acordo financeiro representaria um “momento histórico”. No Vaticano, contudo, impera alguma desconfiança, em função das promessas que o Estado de Israel deixou por cumprir no passado. A reabertura das negociações ao primeiro nível acontecerá na comissão mista encarregada deste dossier. A representação católica inclui o Núncio Apostólico Pietro Sambi e o Custódio Franciscano da Terra Santa, Fr. David Jaegger. O atraso nas negociações sobre a parte financeira do acordo de 1994 tem sido uma fonte de tensões entre o Vaticano e Israel. No passado dia 4 de Maio, o embaixador de Israel comunicou à Secretaria de Estado do Vaticano a intenção do seu Governo de retomar o diálogo, para se chegar a um acordo até Dezembro de 2005. O que está em questão, com este acordo, é a continuidade e o desenvolvimento das comunidades cristãs na Terra Santa, mormente a isenção fiscal para as congregações e instituições religiosas. Outro ponto de tensões tem sido a negação de renovação dos vistos aos religiosos católicos, por parte das autoridades israelitas. A Igreja na Terra Santa corre o risco de não ter pessoal suficiente para manter em funcionamento santuários, paróquias, hospitais, escolas. Não menos grave é a questão do “Muro de Segurança” erguido por Israel na Cisjordânia, que segundo o Vaticano é uma “violação permanente do Acordo Fundamental” por ter expropriado ou dividido propriedades das Congregações Religiosas.

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