Os religiosos católicos não conseguem obter das autroridades israelitas o visto de entrada na Terra Santa, apesar dos compromissos assumidos em Abril com o Núncio Apostólico, denunciou o Custódio franciscano, Pe. Giovanni Battistelli. “Não conseguimos obter do governo os vistos de entrada e de permanência para os religiosos”, lamentou Battistelli em uma declaração à agência Sir. “Apesar dos acordos assinados entre a Santa Sé e Israel, surgem sempre dificuldades. Ultimamente explicou foi-nos dito que deveríamos enviar as solicitações de visto por meio de fax e aguardar a resposta. Ainda estamos à espera…”, explicou. A questão entre a Santa Sé e Israel, sobre o bloqueio dos vistos de ingresso, vem-se arrastando desde há cerca de dois anos quando, sob o Governo precedente de Ariel Sharon, o então Ministro do Interior, Elyahu Yishai, restringira a concessão dos vistos de ingresso e de residência a todos os estrangeiros. No último ano, Tel Aviv negou 86 vistos de ingresso no país a católicos estrangeiros, segundo denúncia feita em fins de Março passado, por um comité da Igreja Católica, criado especialmente para apurar a situação dos vistos. Segundo Pe. Battistelli, a situação permanece imutável e atinge não somente os franciscanos, mas também as demais congregações religiosas. “No que diz respeito à Custódia – explicou Pe. Battistelli – temos 15 frades em Israel, à espera do visto de permanência. Outros frades estão diversas cidades da Itália e na Síria, e nós não sabemos como fazê-los retornar a Israel. Trata-se de uma dificuldade que comporta graves problemas para a custódia dos santuários, que se vê, assim, privada de uma presença necessária.”
