Intercâmbio entre as Cáritas Lusófonas

Encontro em Moçambique para melhorar parcerias A Igreja de Moçambique está “profundamente envolvida na reconstrução do país” e tem tido “um papel fundamental na construção e consolidação da democracia” – disse à Agência ECCLESIA Inácio Mota da Silva, Coordenador do Departamento Internacional da Cáritas Portuguesa, que está a participar, em Maputo, Moçambique, no II Fórum das Cáritas Lusófonas. “Construção e conquista de relações democráticas e políticas públicas” é o tema deste encontro, a realizar naquele país até dia 23 de Setembro, e que conta com a participação das Cáritas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e S. Tomé e Príncipe. Com a paz em Moçambique criaram-se condições “indispensáveis para a promoção social e económica”. Ao visitarem diversos projectos que a Cáritas de Moçambique está a desenvolver, Inácio Mota da Silva referiu que este organismo “é muito activo” apesar de estar a sofrer um “processo de transformação”. Está a passar de “uma Cáritas assistencialista para uma Cáritas de apoio ao desenvolvimento” – disse. Uma actividade construtora e “preventiva de certos fenómenos” sem esquecer “os domínios da saúde, construção de escolas e dinamização das comunidades locais”. As parcerias com outras Cáritas lusófonas tem sido desenvolvidas e a Cáritas portuguesa tem um papel importante. “A nossa cooperação internacional desenvolveu-se muito após as grandes catástrofes que ocorreram em Angola e Moçambique” – sublinhou Inácio Mota da Silva. E elogia os portugueses: “manifestamos a nossa solidariedade nos momentos de calamidades”. Apesar das melhorias, o coordenador do Departamento Internacional da Cáritas Portuguesa afirma que “estão aqui os mais pobres dos pobres”. E apela: não podemos deixar de partilhar as nossas riquezas com estes países que estão numa escala de desenvolvimento muito inferior”. Uma actividade que serviu para partilhar experiências e “ficarmos mais ricos” porque “há uma dinâmica de entreajuda”. Se “trabalharmos em rede” a busca de soluções para os problemas “é mais fácil” – finalizou.

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