Impressões e memórias dos Bispos madeirenses

Carlos de Áustria é uma figura marcante da vida cristã na Ilha Desde que foi anunciada a beatificação do Imperador Carlos de Áustria, falecido na cidade do Funchal no ano de 1922, os bispos católicos nascidos na ilha da Madeira deram o seu próprio testemunho a respeito desta figura da Igreja. D. Maurílio de Gouveia, Arcebispo de Évora, lembra que o futuro beato “cedo foi envolvido numa onda de veneração e de carinho por parte de toda a população madeirense que nele descobrira a figura dum verdadeiro santo”. “Tendo tido a graça de nascer naquela mesma cidade apenas dez anos depois da sua morte, ou seja em 1932, fui testemunha, desde a minha infância, desta veneração colectiva e espontânea, prestada a tão notável personagem”, confessa. “Figura ímpar de homem e de cristão, de esposo e de pai de família, de político de governante, em boa hora o Imperador Carlos é elevado à honra dos altares. A sociedade contemporânea, privada dos valores fundamentais e entregue a um laicismo demolidor e suicida, bem necessita de testemunhas luminosos como esta”, assegura D. Maurílio de Gouveia. O Bispo de Mananjary, na ilha de Madagáscar, D. José Alfredo Caires de Nóbrega, revela que “foi com grande emoção ouvi a notícia” da próxima beatificação de Carlos de Áustria. Lembrando tempos de infância, o Bispo missionário assegura que “muitas vezes, nos intervalos do recreio longo ia até à igreja de Nossa Senhora do Monte e costumava passar sempre pela capela onde estavam os restos mortais do Imperador Carlos. Isso marcou o meu interesse pela causa do Imperador e despertou uma certa curiosidade para conhecer a sua vida.” “Considerando poucos os meses vividos pelo Imperador Carlos na Ilha da Madeira, estes foram suficientes para que o povo do Monte e mesmo o do Funchal pudessem ver rapidamente, na vida do Imperador e da família Imperial, um testemunho simples de fé, numa confiança total no Senhor”, vinca. “É para nós, povo da Madeira, uma graça muito grande fazer memória deste nosso irmão na fé o Imperador Carlos, que veio da Áustria em exílio para a Madeira e sem o saber, cumpriu os planos de Deus e continua a ajudar-nos a conhecer o caminho da santidade e a vivermos a nossa vida mas configurada com Cristo neste terceiro milenário da salvação”, aponta.

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