Imprensa cristã procura novos leitores

A imprensa de inspiração cristã tem um lugar cada vez mais justificado na sociedade contemporânea. Esta é uma das principais conclusões dos primeiros dias de trabalho no V Congresso da Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIC), que ontem teve início em Braga e que se prolonga até amanhã. “Estou convicto de que a nossa imprensa é imprescindível no país, mas também há a certeza de que há coisas a melhorar porque os nossos leitores habituais vão passando e é preciso conquistar novos públicos”, explica à Agência ECCLESIA o presidente da AIC, Salvador Santos. “A nossa preocupação é fazer com que os nossos títulos sejam apetecíveis aos leitores”, acrescenta. A Imprensa cristã assume assim o desafio de um “permanente espírito de imaginação», para chegar a cada vez mais pessoas. O esforço nesta área deverá passar, segundo os responsáveis da AIC, por “novas parcerias”. A ideia foi mesmo apresentada pelo conferencista José Vicente Ferreira, para quem alguns dos jornais de menor dimensão têm de se preparar para formar “redes de cooperação”. Segundo o presidente da AIC, a imprensa de inspiração cristã edita semanalmente um milhão e 200 mil exemplares, pelo que o trabalho executado “é válido, ainda que o “feed-back” não seja instantâneo”. Para Salvador Santos, “este é um número que nos alegra e é também uma responsabilidade, porque somos interpelados pela quantidade de pessoas que esperam uma mensagem de optimismo das nossas publicações, pelos jovens que esperam resposta às suas inquietações”. A reflexão sobre a “realidade e utopia” da Imprensa cristã tem apresentado, até ao momento, dados animadores. Nem mesmo as futuras alterações legislativas assustam a meia centena de responsáveis reunidos. “Estamos à espera da nova legislação que irá fazer uma nova classificação dos títulos. Até lá, aquilo que importa é que sejamos uma imprensa verdadeiramente cristã, com conteúdos de esperança e lendo os sinais dos tempos”, conclui Salvador Santos.

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