A Venezuela encontra-se novamente diante de uma catástrofe natural, provocada pelas inundações seguidas às chuvas torrenciais que na última semana se abateram sobre seis Estados país (Carabobo, Vargas, Falcón, Yaracuy, Miranda, Mérida Aragua) e a área metropolitana de Caracas. O balanço, ainda provisório, fala de pelo menos 48 mortos, 43 desaparecidos, mais de 16.000 desabrigados, 3.203 casas destruídas. O Governador de Falcón informou que milhares de pessoas foram evacuadas da aldeia de “Tocuyo” pelo alto risco de transbordamento de uma barragem. Também o director nacional da Protecção Civil, Antonio Rivero, afirmou que diversas regiões do oeste venezuelano estão alagadas desde a última sexta-feira. O Governo venezuelano declarou o estado de emergência nacional, e anunciou o lançamento de um plano de recursos extraordinários para enfrentar a emergência. A Igreja Venezuelana mobilizou-se imediatamente para reunir ajudas e assistência necessária aos desalojados. D. Roberto Lücker, presidente da Comissão Episcopal de Pastoral Social da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), referiu à agência missionária Fides que a CEV montou em Caracas um Centro de recolha de alimentos, medicamentos, vestuário, dinheiro e outros bens. “Tudo isso será enviado directamente aos milhares de desalojados, através das Cáritas diocesanas, que já estão a trabalhar no terreno”, vincou. Outra iniciativa destacada por D. Lucker é a Colecta que se realizou no último Domingo em todas as paróquias do país, em prol das vítimas. O Bispo reiterou ainda que a assistência da Igreja não se limitará à época da emergência, mas prosseguirá em seguida, quando diminuir a atenção dos Media. “A Igreja abriu uma conta corrente para a recolha de fundos, que serão entregues aos desabrigados para a reconstrução das suas casas e para atender às necessidades quando não houver mais ajudas de emergência imediata”, disse. O secretário da CEV, D. José Luis Azuaje pediu por seu turno a colaboração da sociedade civil e suas instituições para continuar a enfrentar a emergência gerada em várias regiões do país e para ajudar os danificados pelas intensas chuvas. “Em momentos de tanta angústia e confusão, é necessário que o povo venezuelano conheça a verdadeira magnitude do ocorrido porque está em jogo a vida e o futuro de muitas pessoas, de famílias e comunidades inteiras, e não se pode mediatizar isto de maneira alguma”, apontou.
