Igreja: Vaticano em diálogo com Fraternidade São Pio X

Anúncio de ordenações episcopais em julho gera risco de «rutura»

Foto: Agência ECCLESIA/OC

Cidade do Vaticano, 04 fev 2026 (Ecclesia) – O Vaticano anunciou estar em diálogo com a Fraternidade São Pio X, após estar ter anunciado ordenações episcopais em julho, sem autorização da Santa Sé.

“Continuam os contactos entre a Fraternidade São Pio X e a Santa Sé, com o objetivo de evitar ruturas ou soluções unilaterais em relação às questões que surgiram”, disse Matteo Bruni, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada por D. Marcel Lefèbvre (1905-1991), anunciou as ordenações de novos bispos, em comunicado.

“Após ter amadurecido, por longo tempo, suas reflexões na oração e depois de ter recebido da Santa Sé, nos últimos dias, uma carta que não responde de modo algum às nossas solicitações, o padre Pagliarani, apoiado no parecer unânime do seu Conselho, considera que o estado objetivo de grave necessidade em que se encontram as almas exige tal decisão”, pode ler-se.

Por proposta da Congregação para a Doutrina da Fé e da Comissão ‘Ecclesia Dei’, Francisco decidiu agora autorizar os bispos a conceder também licenças para a celebração de matrimónios de fiéis que seguem as atividades pastorais da FSSPX, fundada por D. Marcel Lefèbvre (1905-1991).

Em junho de 2012, a Santa Sé revelou que tinha proposto a criação de uma prelatura pessoal para a Fraternidade Sacerdotal, que esta viria a recusar.

Entre as questões que separam as duas partes destacam-se a aceitação do Concílio Vaticano II (1962-1965) e do magistério pós-conciliar dos Papas em matérias como as celebrações litúrgicas, o ecumenismo ou a liberdade religiosa.

A 19 de janeiro de 2019, o Papa Francisco suprimiu  a Comissão Pontifícia ‘Ecclesia Dei’, estabelecida em 2 de julho de 1988 com o objetivo de “facilitar a plena comunhão eclesial” dos sacerdotes, seminaristas, comunidades ou de cada religioso ou religiosa ligados à Fraternidade São Pio X.

As funções da Comissão estão confiadas atualmente ao Dicastério para a Doutrina de Fé.

OC

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