Milhares de Religiosos, Religiosas e leigos estiveram em Fátima, no passado sábado, para um Encontro Nacional que constituiu um dos pontos altos no programa das comemorações do cinquentenário da FNIRF (Federação Nacional das Superioras Maiores dos Institutos Religiosos) e da CNIR (Conferência Nacional dos Superiores Maiores dos Institutos Religiosos). O Pe. Manuel António, presidente da CNIR, explica à Agência ECCLESIA que a iniciativa visava “envolver toda a Igreja nesta celebração”. “Muito do trabalho que realizamos é para os leigos e é feito com eles”, acrescenta. A Eucaristia do Encontro foi presidida pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, enquanto presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e contou com a presença de vários outros Bispos. Para o presidente da CNIR, esta participação denota “o apoio explícito que os Bispos nos quiseram dar neste momento de festa”. Na sua homilia, D. José Policarpo destacou a Dimensão profética que a Igreja confia aos Institutos Religiosos e lançou um convite a “colocar cada vez mais em comum o que é comum a todos, a radicalidade evangélica”. “Depende da medida em que cada um de nós se deixa comover pelo espírito de Deus a capacidade de ser fermento e luz nos dias de hoje”, recordou o Patriarca. O presidente da CEP falou ainda de uma sociedade que vive “tempos de mudança”, e obriga os religiosos a “redimensionar os projectos confiados às suas congregações”. Os números falam por si: na educação há 117 estabelecimentos sob a dependência directa dos Institutos Religiosos, que servem perto de 40 mil utentes, empenham 659 religiosos e empregam 4661 funcionários. As Instituições de Solidariedade Social orientadas por estes chegam a 23736 portugueses, através de 218 estabelecimentos e mais de 4000 trabalhadores, entre religiosos e funcionários. O Pe. Manuel António confessa que um dos objectivos do Encontro foi mesmo “dar a conhecer quem somos nós, qual o trabalho que realizamos, para que as pessoas se apercebam do impacto que nós temos na sociedade”. Apesar de lamentar que esse trabalho “nem sempre se valorize”, o presidente da CNIR destaca as palavras de apoio que recebeu durante os trabalhos da 156ª assembleia plenária da CEP, altura em que, segundo o presidente da CNIR, “vários Bispos mostraram o seu reconhecimento aos Institutos de Vida Religiosa pelo seu trabalho ao longo destes 50 anos”, destacando a palavra amiga de D. António dos Santos, presidente da Comissão Mista Bispos/Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.
