Igreja portuguesa atenta aos seus emigrantes

O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, D. Vitalino Dantas, está a contactar com várias comunidades de emigrantes portugueses, procurando conhecer as condições em que vivem e trabalham, para além de perceber quais as questões pastorais a precisar de atenção. O Bispo de Beja esteve no Reino Unido, de 10 a 14 de Março, contactando com o novo fluxo emigrantes. “No Reino Unido tem crescido a comunidade de língua portuguesa, que se estima reunir cerca de 500 mil pessoas. Durante os dias da visita encontrei-me com muita gente, que me pediu a continuação da ajuda da Igreja portuguesa, seja para a celebração, seja, sobretudo, para a formação das novas gerações na catequese”, explica à Agência ECCLESIA. Em Londres há apenas um padre de 80 anos, a que se junta, esporadicamente um ou outro sacerdote. Na ilha de Jersey, com grande presença de madeirenses, o acompanhamento pastoral está a cargo de um padre brasileiro. “Este número é manifestamente insuficiente para assistir a toda a gente”, considera D. António Vitalino. Têm chegado à Comissão Episcopal da Mobilidade Humana pedidos de várias dioceses onde recentemente se constituíram novos núcleos de portugueses, que exigem um acompanhamento pastoral na própria língua e cultura, com vista a um acolhimento fraterno e gradual integração. Essa mesma realidade é vivida noutros países do Velho Continente e está no centro do Encontro anual dos delegados nacionais das Missões Católicas de Língua Portuguesa da Europa, a decorrer em Paris, de 14 a 16 de Março. “Há populações que estão sempre a partir, pelo que há gente que ainda não se sente à vontade nos países de acolhimento”, assinala D. António Vitalino. Segundo este responsável, “É bom que as próprias Dioceses locais peçam a ajuda dos países de origem”. Neste momento, pela Europa fora, há missões que têm de ser fechadas e outras abertas, por causa da grande mobilidade que existe. “Estamos a ouvir e a tentar encontrar soluções, com os Bispos desses países”, explica opresidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana. “Há muita falta de padres de língua portuguesa, para dar assistência a alguns pontos em que a presença portuguesa é muito grande, com famílias inteiras. Aí a necessidade de sentirem o apoio da Igreja é muito grande, não só por causa da catequese, mas também do ponto de vista psicológico e de integração social”, conclui.

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