«Os nossos voluntários têm sempre uma imensa vontade de ajudar«, destaca o chefe nacional do CNE, Ivo Faria

Lisboa, 07 fev 2026 (Ecclesia) – O Corpo Nacional de Escutas (CNE), escutismo católico, tem “cerca de 2000 voluntários no terreno” a apoiar as populações afetadas pela tempestade Kristin, numa operação articulação com a Proteção Civil, as câmaras municipais e as juntas de freguesia.
“Somos uma peça num conjunto mais vasto, integrado num mecanismo que envolve a Proteção Civil Nacional, os municípios e as juntas de freguesia. O CNE é uma dessas forças no terreno e o nosso principal papel é o apoio de suporte às populações”, explica o chefe nacional do Corpo Nacional de Escutas, Ivo Faria, numa nota do movimento católico enviada, esta sexta-feira, à Agência ECCLESIA.
O CNE tem “cerca de 2000 voluntários” no terreno a apoiar as populações afetadas, numa operação coordenada pela Proteção Civil do Corpo Nacional de Escutas, em “estreita articulação” com a Proteção Civil, as câmaras municipais e as juntas de freguesia
“Os nossos voluntários têm sempre uma imensa vontade de ajudar, mas queremos reforçar a importância do cumprimento rigoroso das regras de segurança”, salientou Ivo Faria.
Os escuteiros voluntários dos Corpo Nacional de Escutas estão distribuídos por vários municípios, num serviço de apoio de segunda linha, “com ações centradas na distribuição de alimentos, apoio direto às populações, descarga de bens essenciais e limpezas em zonas afetadas”.
O chefe nacional do CNE, que tem estado a acompanhar os trabalhos, salientou que “tudo tem de ser feito de forma responsável e segura”: “Estamos a falar de escuteiros, das suas famílias, de sedes de agrupamentos e de campos escutistas também afetados”.
Ivo Faria, em declarações à Agência ECCLESIA, afirmava que “o escutismo trabalha para criar nos jovens este sentido de estarem disponíveis, de estarem alerta para poderem servir as comunidades locais”, há uma semana, no dia 31, em Leiria.
A operação do escutismo católico conta com voluntários de várias regiões de Portugal, que responderam “prontamente ao apelo de ajuda”, e esse trabalho tem sido articulado através dos delegados regionais de Proteção Civil do CNE, que “recolhem e gerem as disponibilidades” de voluntários.
O Corpo Nacional de Escutas adianta ainda que várias regiões escutistas, de norte a sul do país, estão a organizar “materiais e bens para enviarem para os locais mais necessitados”, e vão continuar a “acompanhar de perto” a evolução da situação, “mantendo a sua disponibilidade para apoiar as comunidades afetadas”.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, no dia 28 de janeiro, causou mortes, vários feridos e desalojados; Os distritos que registam mais estragos Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada, pela segunda vez, agora até ao dia 15 de fevereiro.
CB


