O Cardeal Pedro Rubiano Saénz, arcebispo de Bogotá e Presidente da Conferência Episcopal Colombiana, convidou as Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (FARC) a dar “sinais de boa vontade” em relação aos sequestrados que mantêm sob o seu poder.
“A Igreja insiste na necessidade de um acordo humanitário com as FARC, ao que assistem razões de legalidade e razões de dignidade humana”, disse o Presidente do Episcopado num discurso aos bispos do país, pronunciado ontem.
A Igreja Católica na Colômbia, uma das principais dinamizados das negociações de paz, manifestou-se anteriormente contra a hipótese de se trocarem reféns civis por guerrilheiros e rebeldes encarcerados, bem como contra o pagamento de resgates. As FARC têm no seu poder mais de 1600 reféns.
O Cardeal Rubiano condenou o sequestro como acto de violência e convidou a guerrilha a manifestar sua vontade de paz com actos significativos que demonstrem ao país que as FARC querem acabar com o sofrimento do povo colombiano.
Uma comissão da Igreja reuniu-se duas vezes nas selvas do sul do país com chefes guerrilheiros para mediar um acordo humanitário, mas a ofensiva militar que agora se desenvolve na zona com o nome de “Plano Patriota” complicou novos contactos. “Foi criado com a operação Patriota um muro que nos impediu uma aproximação.
No entanto, a Colômbia é grande, e estamos em busca de formas de nos encontrarmos com todas as partes”, afirmou o vice-presidente da Conferência Episcopal, D. Augusto Castro, que com o Pe Darío Echeverria formam a comissão eclesial para a reconciliação entre o governo e as FARC.
