João Paulo II garantiu neste fim-de-semana que o diálogo inter-religioso é uma garantia de paz. “ “O diálogo entre religiões é importante para oferecer garantias seguras de paz e fazer que o nome do único Deus se torne cada vez mais um nome e um imperativo de paz”, disse. O Papa encontrou-se no Vaticano com os membros da assembleia plenária com que o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso celebra os seus 40 anos de fundação, de 14 a 19 de Maio. Os presentes foram desafiados a construir uma Igreja “ainda mais empenhada no diálogo inter-religioso, nos próximos anos”. “Em virtude do ministério de reconciliação que Deus lhes confiou, os cristãos estão em condições de contribuir para a edificação da paz no mundo, deixando-se animar pelo amor a todos e cada um dos seres humanos”, acrescentou. O precursor do actual Conselho Pontifício foi o Secretariado para os não-Cristãos, instituído por Paulo VI em 1964, para promover estudos e favorecer relações amistosas com os seguidores de outras religiões. Nos seus aspectos doutrinais e práticos, este Secretariado correspondia em grande medida às orientações da Declaração conciliar “Nostra aetate”, de 1965. Foi João Paulo II quem mudou o nome do organismo para “Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso”, em 1988, assinalando que o objectivo deste Dicastério da Cúria Romana era “promover e regular as relações com membros e grupos de religiões que não estão incluídas sob o nome de cristãos e com aqueles que, de alguma maneira, mostram um sentido religioso”. Segundo o Papa, a importância deste trabalho foi compreendida pelas outras religiões, “que tiveram e continuam a ter contactos profundos com o Conselho Pontifício e partilham com ele diversas iniciativas de diálogo”.
