Leão XIV assegura a sua oração para que os dias de competição contribuam para «construir pontes entre culturas e povos»

Cidade do Vaticano, 30 jan 2026 (Ecclesia) – O Papa deseja que os Jogos Olímpicos de Inverno ‘Milano-Cortina 2026’ contribuam para “construir pontes entre culturas e povos, promovendo o acolhimento, a solidariedade e a paz”, numa mensagem para a celebração com a Cruz Olímpica, esta quinta-feira.
“Este importante evento suscite sentimentos de amizade e fraternidade, reforçando a consciência do valor do desporto a serviço do desenvolvimento integral da pessoa humana”, refere Leão XIV, no telegrama enviado ao arcebispo de Milão, esta quinta-feira, e divulgado na sala de imprensa da Santa Sé.
Os Jogos Olímpicos de Inverno 2026 vão começar no dia 6 de fevereiro, e, durante 17 dias de competições, as cidades italianas de Milão e Cortina vão receber 3500 atletas de 93 países.
Leão XIV assegura “a sua oração para que estes dias de saudável competição contribuam a construir pontes entre culturas e povos, promovendo o acolhimento, a solidariedade e a paz”.
“Com estes votos, o Sumo Pontífice tem o prazer de enviar a desejada bênção apostólica, uma promessa de constante assistência divina”, lê-se ainda no telegrama assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin.
O arcebispo de Milão, D. Mario Delpini, recebeu o telegrama do Papa por ocasião da Missa de acolhimento da Cruz Olímpica e Paralímpica dos atletas, entregue por representantes da Athletica Vaticana (associação polidesportiva oficial da Santa Sé), que presidiu esta quinta-feira, dia 29 de janeiro, na Basílica de São Babila.
A Arquidiocese de Milão divulgou que, antes da celebração, a Cruz Olímpica foi levada ao altar da basílica após uma procissão que começou fora da igreja, e durante a Missa, foi lida uma oração composta pelo arcebispo Mario Delpini por ocasião dos Jogos Olímpicos.
O portal de notícia do Vaticano contextualiza que desde os Jogos Olímpicos Londres 2012, este o símbolo é confiado à diocese-sede dos Jogos, os de inverno como de verão, e, durante a competição, o local também é designado a acolher as celebrações relacionadas com o evento, e estão previstas Missas de domingo, a 8 e 15 de fevereiro, e 15 de março, em diferentes idiomas — inglês, francês, alemão e italiano — para os membros das delegações internacionais e os turistas presentes em Milão.
A Missa na Basílica de São Babila, esta quinta-feira, que contou também com a presença do bispo Paul Tighe, secretário do Dicastério para a Cultura e a Educação, antecipou um dia o início da trégua olímpica que – de acordo com a resolução aprovada, com amplo consenso, pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 19 de novembro – decorre desde uma semana antes do início da competição, a abertura dos JO Milão-Cortina 2026 é no dia 6 de fevereiro, e termina uma semana após o encerramento das Paraolimpíadas, a cerimónia de final é no dia 15 de março.

Durante o Jubileu do Mundo do Desporto do Ano Santo 2025, dedicado à esperança, a Athletica Vaticana recebeu a Cruz Olímpica no início da peregrinação na Piazza Pia, a 14 de junho de 2025, e este símbolo passou de mão em mão até chegar a Thomas Bach, presidente do Comité Olímpico Internacional, na passagem da Porta Santa da Basílica de São Pedro, acompanhado pelo prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé, o cardeal português José Tolentino Mendonça.
A Cruz Olímpica foi criada pelo artista inglês Jon Cornwall – para a edição dos JO Londres 2012 – com 15 pedaços de madeiras diferentes (considerando também o pódio que a sustenta), provenientes de diferentes partes do mundo, como a Terra Santa, o Brasil, China, Rússia, África, Índia, Austrália, Argentina, Jamaica, América do Norte e Londres, informa ainda o sítio online ‘Vatican News’.
CB
