Igreja da Venezuela pede paz

A Igreja venezuelana pediu a todos os cidadãos que trabalhem pela reconciliação, apresentem soluções para a crise que se vive no país e encontrem caminhos de paz. Ao finalizar a 79º Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), o Bispo Jorge Urosa pediu às diferentes instituições da nação que “velem pela segurança e assegurem a justiça aos venezuelanos, actuando de maneira independente para evitar a impunidade”. O documento final do encontro que decorreu de 27 a 30 de Janeiro foi apresentado aos jornalistas logo após o encerramento da Assembleia e mostra sinais de preocupação perante o aumento da marginalidade e do desemprego por causa da crise económica em que o país se encontra mergulhado: “os poderes políticos devem actuar com independência e cumprir o seu dever; não queremos que se pervertam as leis, que são dos venezuelanos”, afirmam os Bispos. A CEV renovou o seu apoio aos esforços da Mesa de Negociações, ao Grupo de Amigos da Venezuela e às propostas do prémio Nobel da Paz, Jimmy Carter. A recente ameaça do governo de Chávez à Igreja Venezuelana, exigindo que a mesma se abstivesse de comentar a crise política do país, não menorizou as posições tomadas pela CEV, que se assumiu como factor de unidade entre os cidadãos. O documento final da Assembleia explicita que “a Igreja e os Bispos não podem nem dever tomar partido com propostas políticas, mas pelos direitos humanos e, neste caso, dos venezuelanos”.

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