A Igreja Católica no Ruanda reagiu energicamente a um relatório do Parlamento ruandês, que a acusa de “perpetuar uma ideologia de genocídio”. Os bispos do país afirmam que o relatório parlamentar traduz uma generalização injustificada e acreditam que o relatório tenha sido preparado s pressa, quase precipitadamente, sem nenhuma vontade de verificar os testemunhos recolhidos. Por isso, decidiram pronunciar-se, para se defender e “iluminar as consciências”. O vice-presidente da Conferência Episcopal Ruandesa, D. Alexis Habiyambere, Bispo de Nyundo, disse à Rádio Vaticano que “a Igreja Católica está a ser acusada, entre outras coisas, de ter fomentado uma ideologia do genocídio: se alguém de nós falhou, isso não quer dizer que a instituição, enquanto tal, tenha falhado em sua missão. Entre as acusações inaceitáveis, há a de que a Igreja Católica teria, intencionalmente, mantido o povo na pobreza.” “A Igreja Católica no Ruanda não quer fazer oposição ao governo, mas, sem dúvida, é grande a responsabilidade que recai sobre o governo, porque utiliza os Media para enganar o povo”, atirou.
