Igreja Católica quer mediar conflito social na Bolívia

Os bispos católicos da Bolívia manifestaram ao presidente do país, Carlos Mesa, a sua preocupação pelo actual estado da nação e ofereceram-se como mediadores no processo de diálogo. O vice-presidente da Conferência Episcopal Boliviana (CEB), D. Edmundo Abastoflor, assinalou que o episcopado defende que “as soluções para os actuais problemas têm de deixar de lado o radicalismo”. Neste momento, sectores como a saúde, educação e transportes estão em greve geral por tempo indefinido e instalaram piquetes para greve de fome. No início desta semana, João Paulo II enviou uma mensagem de solidariedade para com o episcopado da Bolívia, onde considera que o único caminho para um futuro sereno nesse país sul-americano passa “pela concórdia e pelo diálogo construtivo”, no respeito da democracia. Após os confrontos na Bolívia, que em finais de Outubro provocaram dezenas de mortos e levaram à renúncia do presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, a Conferência Episcopal local tem sido uma das principais promotoras do fortalecimento da democracia e da reconciliação no país.

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