Igreja Católica denuncia mais mortes no Norte do Uganda

Maior tragédia humanitária do mundo, segundo a ONU, continua sem fim à vista Pelo menos 53 camponeses foram massacrados na madrugada de hoje numa série de ataques lançados pelo “Exército de Resitência do Senhor” (LRA) no Norte do Uganda, denunciou um sacerdote católico do Distrito de Lira. Em declarações à Misna o Pe. Sebat Ayele pormenorizou que “13 pessoas morreram em Ngeta, 10 em Ewal, 14 em Akangi e 16 em Angura”. O missionário assegurou que o balanço final “será muito mais pesado, porque outras mortes aconteceram em mais localidades”. Outras fontes religiosas no terreno lamentaram que estes ataques venham de zonas controladas por tropas governamentais. “Estamos numa crise terrível, não sabemos quantas pessoas foram feitas prisioneiras pelos rebeldes”, testemunhou o Pe. Ayele. As informações disponíveis dão conta de milhares de camponeses em marcha rumo à cidade de Lira, o que deverá agravar a já de si complicada situação humanitária. “Estamos como os iraquianos, mas lá quando há uma morte todo o mundo sabe e aqui, com centenas de mortos, ninguém fala de nós”, lamenta este sacerdote. O LRA e o seu líder, Joseph Kony, lutam no Uganda desde 1988 e o balanço das suas vítimas, de acordo com a Misna, eleva-se a 100.000 mortos e mais de 20.000 crianças raptadas nas aldeias atacadas para servirem, posteriormente, como soldados. Kony afirma querer substituir o actual governo por um conselho que guie o país “de acordo com os 10 mandamentos”. • Maior tragédia humanitária do mundo acontece no Uganda

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