Guerra civil no Haiti pode estalar a qualquer momento

Bispos locais temem o pior Os líderes da Igreja Católica no Haiti alertaram a comunidade internacional para o facto de uma guerra civil no país poder estalar a qualquer momento. “Pedimos ao governo do Haiti que tome a melhor decisão possível, para pôr fim a esta situação”, referiu à agência missionária Misna o arcebispo de Cabo Haiti, Hubert Constant. A Igreja local manifesta ainda uma grande preocupação em relação à situação humanitária, explicando que “o sofrimento do povo é insuportável e a insegurança é omnipresente”. Um outro membro da hierarquia católica do Haiti denunciou a “confusão total” que reina na nação insular caribenha e advertiu que teme o pior: “uma guerra civil”. O prelado, que pediu anonimato, falou à Fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” (AIS). A Conferência Episcopal do Haiti, preocupada com o agravamento da situação e da violência, lançara já um manifesto à população e ao governo haitiano, no final de Novembro 2003, pedindo a paz, a renúncia do presidente e eleições directas em Janeiro de 2004. As tentativas de mediação resultaram, contudo, num grande fracasso. A violência fez mais de 50 mortos no Haiti desde 5 de Fevereiro, no início da rebelião armada em Gonaives (norte), uma cidade que continua nas mãos dos opositores ao presidente Aristide. Segunda-feira a cidade de Hinche, no centro do Haiti, caiu nas mãos dos revoltosos, depois de confrontos que fizeram três mortos. Neste momento, a França está ponderar o envio de uma força de paz internacional ao Haiti, depois do presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide ter apelado ao auxílio internacional para pôr fim à violência crescente no país.

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