Guarda suíça exclui possibilidade de recrutar mulheres

A Guarda suíça do Papa, o mais pequeno exército do mundo, não coloca a hipótese de recrutar mulheres. O anúncio foi feito ontem pelo seu comandante, o coronel Elmar Theodor Mader, em conferência de imprensa. “Pode ser que isso mude um dia, mas não acontecerá sob as minhas ordens, com toda a certeza”, disse Mader aos jornalistas que o interrogavam sobre o recrutamento de mulheres. A justificação foi avançada por causa de “numerosos problemas, nomeadamente disciplinares, atendendo às modestas dimensões da caserna”. O coronel Mader aludiu ao “contexto eclesial, onde seria difícil integrar um serviço de Guardas misto”. Amanhã, 33 novos recrutas prestarão juramento, numa cerimónia solene que assinala o aniversáio do saque de Roma pelas tropas do imperador Carlos V, em 1527. O Papa Clemente VI salvou-se da ofensiva ao refugiar-se no castelo de Sant’Angelo, mas 147 Guardas perderam a vida ao defendê-lo. Encarregados da segurança do Papa e da vigilância da Cidade do Vaticano, os Guardas suíços destacam-se pelo seu traje de gala, que remonta aos tempos de Michelangelo.

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