Greve de fome dos prisioneiros palestinianos: Igreja na Terra Santa pede diálogo

A Basílica da Natividade, em Belém, convive nos últimos dias com uma tenda instalada na praça central da localidade onde vários palestinianos estão em greve de fome contra as condições em que estão detidos muitos familiares seus nas prisões israelitas. O sacerdote egípcio Ibrahim Faltas, vice-pároco da cidade, explica tratarem-se dos pais dos detidos, que pretendem com este gesto participar na greve de fome que cerca de quatro mil prisioneiros palestinianos – dos 7 mil presos por Israel – fazem desde o 15 de Agosto para pedir melhores condições nas prisões. “A gravidade desta situação é que, para alguns, nem sequer foi emitida uma sentença. A iniciativa dos seus familiares em Belém tem gerado uma grande solidariedade”, explica o Franciscano à agência italiana Sir. Ainda ontem, a principal associação para a defesa dos prisioneiros palestinos em Israel lançou um apelo a João Paulo II para que intervenha a favor dos detidos. Numa carta enviada ao Papa, o presidente do “Clube do prisioneiro”, Issa Qaraqea, afirmou que os detidos palestinianos em Israel são “vítimas de uma campanha de repressão e violência não justificada”. Para o Pe. Faltas, director da Escola “Terra Santa ” e da “Casa Nova”, onde os Franciscanos acolhem os peregrinos, “estas greves são úteis, mas não levam a nenhum lado se não existir diálogo entre as partes”. “Quando tivemos oportunidade de falar com as autoridades israelitas, muitos homens foram libertados, mas hoje toda e qualquer comunicação é impossível”, lamenta.

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